Viseu

Família com 4 casos de cancro pode perder casa

Família com 4 casos de cancro pode perder casa

Fátima Galega, 39 anos, recupera de um cancro no estômago. O marido, José, de 57 anos, sofre de idêntico problema no pâncreas. O filho de ambos, João Pedro, de 14 anos, luta contra leucemia e a irmã, Ana Rita, de 9, sabe há um mês que tem um linfoma no intestino. "Foi uma bomba que rebentou dentro de casa", diz Fátima, com a voz embargada. Saiba como ajudar esta família.

A filha mais nova, de 7 anos, é a única que goza de saúde nesta família residente em Vildemoinhos, S. Salvador, em Viseu.

Com as doenças veio o desemprego. José trabalhava na construção civil e teve de deixar a profissão. Fátima trabalhava no ramo da hotelaria, mas também teve de deixar o emprego, há cerca de um ano. "Quando os médicos descobriram a leucemia ao meu filho, tive de largar tudo para cuidar dele", justifica a mulher, que não contava adoecer também. "Comecei a vomitar sangue e depois os médicos encontraram-me um cancro no estômago com quatro centímetros. Fiz cinco sessões de quimioterapia, retiraram-me o tumor. Em princípio, vai correr bem", diz, esperançada.

Mas surgiu mais uma surpresa depois de os médicos lhe recomendaram que as filhas fizessem exames de despistagem. Os resultados chegaram há um mês: "A Rita tem um linfoma no intestino", revela. Esta foi a notícia que mais abalou João Pedro. "Já não bastava os meus pais estarem doentes, agora é a minha irmã", diz o adolescente com leucemia.

"Eu sei que tenho uma doença na medula óssea. Sempre gostei de estudar e sempre soube o que se passava comigo", conta João Pedro, que este ano não pode ir à escola fazer o 8.º ano. "Tento levar a minha doença como uma brincadeira", diz, como quem quer desdramatizar. Mas nem sempre tem a mesma disposição.

Para ajudar esta família pode fazer uma transferência usando o NIB: 003507530001659270055 ou o IBAN: PT50003507530001659270055.

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Três meses de rendas em atraso

"Apanho-o muitas vezes sozinho, a chorar", conta a mãe, sem saber como fazer face às despesas. Recentemente, recebeu uma fatura de acerto de eletricidade de 400 euros, quando recebe 426 euros de Rendimento Social de Inserção e só de renda paga 265. "Tenho três meses de renda em atraso porque precisamos do dinheiro para comer, mas já fomos ameaçados de despejo. O senhorio sabe da nossa situação, mas diz que não é a Santa Casa da Misericórdia e eu compreendo que não é", conclui.

Aguarda que a Câmara de Viseu lhe atribua uma casa e diz que, uma vez por mês, vai à igreja de S. Salvador buscar alguns alimentos. "Dão-me dois quilos de arroz e dois de massa, uma lata de atum, dois litros de leite e duas latas de salsichas por mês para cinco pessoas", lamenta.

"Há dias em que falta dinheiro para pão e carne e peixe raramente compro", assume.

Câmara aguarda conclusão de obra para atribuir casa

A Câmara Municipal de Viseu diz ter o caso sinalizado, estando a aguardar a conclusão de um bloco de apartamentos no bairro municipal para atribuir casa à família. O Município, assegura fonte oficial, já pagou rendas à família em 2014, assim como a Cáritas e a Segurança Social durante este ano. Garante que têm sido pagos medicamentos e transportes.

A Cáritas fornece uma das refeições diárias e as Conferências de São Vicente de Paulo contribuem com bens alimentares.

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