Viseu

Fernando Ruas não acredita que IP3 esteja pronto em 2025 como garantiu ministro

Fernando Ruas não acredita que IP3 esteja pronto em 2025 como garantiu ministro

Autarca de Viseu diz que nem sequer todas a obras da empreitada - que visa requalificar e duplicar a via até Coimbra - serão lançadas até essa data

O presidente da Câmara de Viseu disse esta quinta-feira não acreditar que as obras de requalificação e duplicação do IP3, entre Viseu e Coimbra, estejam concluídas em 2025, como anunciou segunda-feira o ministro das Infraestruturas no Parlamento. Pedro Nuno Santos disse que "se tudo correr bem" os trabalhos ficarão prontos dentro de três anos, um ano após o prazo fixado pelo próprio Governo.

"As obras no IP3, que nós gostaríamos que terminassem em 2024, devem terminar em 2025, se tudo correr bem", disse aos deputados o governante, na discussão na especialidade do Orçamento de Estado, acrescentando que o projeto de execução para as obras do troço entre Santa Comba Dão e Viseu já está pronto, devendo a empreitada ser lançada a concurso no segundo semestre do ano.

Questionado sobre estas declarações, Fernando Ruas disse aos jornalistas, no final da reunião de Câmara de Viseu, que não acredita que as obras fiquem prontas em 2025 como referiu Pedro Nuno Santos, nem sequer que todas as obras da empreitada estejam lançadas até essa data.

O autarca do PSD rejeitou a hipótese de o Governo estar a atrasar a empreitada propositadamente e salientou que esta "é uma obra difícil" que precisa "de ser encarada" de frente. "Do que estava calendarizado, veem algum desenvolvimento? Eu não tenho visto e eu ando atento", argumentou.

O edil social-democrata lamentou igualmente o estado de degradação em que se encontra o piso do antigo IP5, entre Figueiró e a A25. "Tenho visto imagens da Ucrânia, depois do conflito, em que o piso está melhor do que aquela estrada. A câmara já fez o alerta, é preciso dizer às infraestruturas do Estado que ponham aquilo como deve ser".

Casa das Bocas ainda sem USF

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Na reunião do executivo municipal desta quinta-feira, Fernando Ruas voltou a lamentar que a Unidade de Saúde Familiar (USF) da Casa das Bocas continue encerrada A autarquia requalificou um imóvel, que estava degradado na Rua das Bocas, com o compromisso de os serviços de saúde lá se instalarem, mas apesar de as obras terem sido concluídas em finais de 2021, a USF ainda não entrou em funcionamento.

"A USF custou aos cofres do município mais de dois milhões de euros e continua fechada e sem ser utilizada, apesar do protocolo prever o seu início em janeiro", explicou.

O autarca já reuniu com as autoridades de saúde locais, que lhe disseram estarem a tentar resolver a situação. "Eu acho que há interesse [na USF), mas acho que há dificuldades em arranjar os meios humanos, porque os meios materiais estão lá, ela está toda equipada", lembrou.

A USF Casa das Bocas foi projetada para servir 1800 utentes.

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