Saúde

Aumento de gripe A vai obrigar a adiar cirurgias no centro hospitalar Tondela-Viseu 

Aumento de gripe A vai obrigar a adiar cirurgias no centro hospitalar Tondela-Viseu 

O Centro hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) informou esta terça-feira que a incidência da gripe começou a aumentar desde o passado dia 8 de janeiro, acompanhando as temperaturas mais baixas, tendo sido ativado o plano de contingência.

"Temos tido uma afluência crescente no serviço de Urgência, nas consultas e cuidados primários, e pensamos que nesta região, ao contrário de outras, estaremos na fase ascendente da incidência das infeções respiratórias", afirmou Helena Pinho, diretora clínica do CHTV.

Nesta altura estão internados no Centro Hospitalar Tondela-Viseu 17 pessoas com gripe A e uma com gripe B, tal como referiu Filipa Almeida, responsável pela Comissão de Controlo de Infeção. Duas pessoas, idosas, morreram na sequência da gripe A, sendo que uma delas não estava vacinada.

Entre o mês de dezembro e início deste ano, entravam, em média, duas pessoas por dia com gripe A e B, passando a quatro por dia desde o passado dia 8 de janeiro. Todos os doentes estão concentrados no sétimo piso do hospital, alguns em quartos de isolamento. Cinco deles contraíram gripe no hospital.

Atualmente. estão alocadas cerca de 30 camas dos serviços Cirúrgicos para que doentes com infeções respiratórias possam ser internadas.

"Esta situação vai levar necessariamente ao cancelamento de algumas cirurgias e para isso pedimos a compreensão das pessoas, mas temos de ter camas para internar os doentes que acorrem à urgência", apelou a diretora clínica em conferencia de imprensa. As cirurgias de ambulatório deverão manter-se.

Helena Pinho pediu ainda que os doentes com casos menos graves se dirijam aos médicos de família, para não colocarem pressão adicional nos profissionais e para não contraírem infeções respiratórias.

Quem tiver síndromes gripais não deverá fazer visitas ao hospital . "Podem falar através dos telemóveis e têm de ponderar que por vezes é melhor não virem", declarou Helena Pinho, que apontou outra dificuldade

"Um problema grande que temos é o facto de algumas famílias não virem buscar os seus familiares, desresponsabilizam-se, adiam vir buscar os familiares e isso condiciona porque é mais um doente que fica 24 horas na urgência à espera de uma cama ", lamentou a diretora clínica do CHTV.

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