Viseu

Motorista que abalroou carros em Viseu tinha sido agredido por colega

Motorista que abalroou carros em Viseu tinha sido agredido por colega

Um autocarro da MUV (Mobilidade Urbana de Viseu) foi, esta terça-feira, contra dois carros e um talho na Avenida António José de Almeida, Viseu. O motorista tinha sido agredido momentos antes do acidente.

O motorista do pesado de passageiros, que subia a rua em direção ao Rossio, sentiu-se mal ao volante e embateu em dois carros, num contentor do lixo e num talho, que ficou com a montra partida.

Momentos antes do sinistro, contou ao JN Emília Monteiro, que estava na central de camionagem, a poucos metros do local, o condutor levou um murro na boca, de um colega motorista. Quando a testemunha chegou à avenida António José de Almeida, viu que o condutor do autocarro acidentado era o que tinha sido agredido.

O confronto terá sido motivado pelas mudanças de horários dos autocarros e dos horários de trabalho dos condutores.

A vítima foi assistida pelo INEM no local, onde acorreram também os Bombeiros Municipais e a PSP. O trânsito foi cortado nesta rua do centro da cidade.

O acidente acontece no dia em que entra em funcionamento o projeto MUV - Mobilidade Urbana de Viseu, que a Câmara Municipal de Viseu considera "uma verdadeira revolução nos transportes públicos".

À hora do sinistro, o presidente da Câmara de Viseu andava a fazer viagens inaugurais.

Mudanças de horários e serviços

Uma motorista dos autocarros MUV foi assistida pelo INEM na Central de camionagem por se ter sentido mal, adiantou Helder Borges, do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Transportes Urbanos de Portugal. "Preparava-se para conduzir e não está em condições", adiantou ao JN,

Segundo o Sindicalista, segunda-feira ao final do dia, a empresa Berelhas, que tem a concessão dos transportes urbanos de Viseu, "sem aviso prévio, alterou o serviço e os horários dos motoristas".

A situação "está a afetá-los psicologicamente e não têm condições para trabalhar", adiantou. Hélder Borges já apresentou queixa na Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).