Covid-19

Laboratórios negam consulta para testes em Viseu

Laboratórios negam consulta para testes em Viseu

Comunidade de Viseu Dão Lafões diz ter pedido preços a mais duas empresas para testes covid-19 nas IPSS, antes de ajuste direto à ALS.

Os dois laboratórios de análises clínicas aos quais a Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões diz ter pedido preços para a realização de testes covid-19 nas IPSS de Viseu, negam ter sido consultados.

A CIM optou pelo laboratório ALS (Tondela), cujo responsável é João Cotta, que no passado foi sócio de João Paulo Rebelo, secretário de Estado da Juventude e do Desporto e coordenador do Centro para a covid-19.

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A polémica surgiu após a divulgação de um email de Almeida Henriques (PSD) enviado à CIM , no qual diz ter sido abordado pelo secretário de Estado no sentido de ser feita uma parceria com custos repartidos entre o Estado e as autarquias para fazer testes nas IPSS. E que se trataria de "potenciar o laboratório". Ontem, ao JN, esclareceu que queria dizer "potenciar o número de testes na região".

Rogério Abrantes, presidente da CIM Viseu Dão Lafões, voltou ontem a afirmar ao JN que "foram consultados informalmente" alguns laboratórios, nomeadamente Germano de Sousa, mas o ALS foi escolhido "por ter capacidade de resposta, por ser a solução mais barata e por ser da região", justificou o autarca de Carregal do Sal.

Segundo o JN apurou, a CIM apresentou aos autarcas preços de três laboratórios: um do Unilabs, no valor de 130 euros; outro de 90 euros do laboratório Germano de Sousa; e o ALS, com a proposta mais baixa, de 60 euros por teste (35 pagos pela Administração Central e 25 pelas autarquias).

Manuel Magalhães, diretor-geral do laboratório Germano de Sousa, garantiu ao JN não ter sido consultado pela CIM. "Pode ter feito um telefona, mas uma consulta formal, como outras entidades fizeram, isso não", afirmou. Fonte oficial do Unilabs confirmou "não ter havido contacto informal ou informal".

Os dois laboratórios asseguraram ter capacidade para testar as IPSS de Viseu, mas o diretor-geral do Germano de Sousa diz que "dificilmente conseguiria apresentar um valor por teste abaixo do que está estipulado pelo Serviço Nacional de Saúde, de 87,95 euros",pelo preço elevado de reagentes e pela equipa especializada que envolve.

Por estranhar o processo, Manuel Magalhães adiantou que vai fazer chegar "uma observação" à Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, através da Associação Nacional de Laboratórios. O presidente, Nuno Saraiva, disse não ter ainda recebido qualquer documento por parte dos associados.

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