Fundos europeus

Viseu recebe 232 milhões de Bruxelas para 1799 projetos

Viseu recebe 232 milhões de Bruxelas para 1799 projetos

Fernando Ruas, presidente da Câmara e antigo líder da Associação Nacional de Municípios, critica desvio de verbas para os grandes centros.

O concelho de Viseu viu aprovados no atual quadro comunitário de apoio 1799 projetos que receberam um total de 232 milhões de euros de financiamento europeu. Em sete anos, o Portugal 2020 beneficiou 1077 entidades públicas e privadas no concelho. Os dados são avançados pelo portal Mais Transparência criado pelo Governo.

A empreitada mais cara e que recebeu maior apoio comunitário foi o alargamento e remodelação do serviço de Urgência do Centro Hospitalar Tondela Viseu. A intervenção representa um investimento de seis milhões de euros, comparticipado em cerca de 4,6 milhões. As obras arrancaram em março e deverão estar concluídas no final do ano.

A Câmara de Viseu foi um dos maiores beneficiários dos fundos de coesão, que no concelho financiaram obras de outras entidades públicas e projetos apresentados por centenas de empresas. O município viu aprovadas 20 ideias, que correspondem a um investimento superior a 20 milhões de euros, segundo informações do programa operacional Centro 2020.

O projeto camarário com o investimento mais volumoso é a construção do Parque Empresarial de Lordosa, que vai custar mais de 4 milhões de euros. A obra aguarda o visto do Tribunal de Contas para avançar. A requalificação da central de camionagem (2,8 milhões) e do Mercado 2 de Maio (2,6 milhões) completam o pódio dos projetos mais caros e com mais financiamento associado. Ambas as empreitadas ainda se encontram em curso.

Fernando Ruas, presidente da Câmara de Viseu e ex-líder da Associação Nacional de Municípios, considera que "os fundos comunitários foram determinantes" para o desenvolvimento do concelho, da região e do país. Ainda assim, o autarca do PSD considera ao JN que as verbas de Bruxelas "têm sido mal distribuídas". "Os fundos comunitários vêm para zonas com desenvolvimento abaixo da média europeia e não é tolerável que eles acabem por artes mágicas por irem parar a Lisboa", critica, dando como exemplo o desvio do dinheiro da construção do novo corredor ferroviário Aveiro-Viseu-Salamanca para o Metro da capital.

Quanto ao Portugal 2030, o autarca espera que as verbas para a região sejam reforçadas e promete aproveitar "todas as oportunidades e não deixar nenhum dinheiro da Europa por utilizar".

PUB

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) tem apenas uma obra inscrita para Viseu, a construção de uma variante à Estrada Nacional 229, entre o antigo IP5 e a Zona Industrial do Mundão, num investimento estimado de 11,6 milhões de euros.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG