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A Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto, que representa cerca de 30 espaços de diversão noturna, alertou esta sexta-feira com um protesto para as dificuldades que o setor atravessa há 15 meses.

Porto

Espaços de diversão noturna protestaram pela reabertura do setor

Espaços de diversão noturna protestaram pela reabertura do setor

Ao JN, o presidente da Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto (ABDMP) lamentou a ausência de resposta do Governo face às diversas propostas apresentadas para a reabertura do setor.

"O Governo tem arranjado soluções para todos os setores de atividade, com mais ou menos restrições, menos para o setor noturno", começou por dizer Miguel Camões.

"Nós andamos sempre um pouco a reboque da restauração. A restauração abriu, os apoios foram suspensos e os nossos automaticamente também o foram e, neste momento, estamos numa situação dramática", acrescentou.

A ABDMP entende que existem condições para o setor reabrir de forma faseada, tendo em conta os conceitos de atividade dos estabelecimentos.

"Os bares de cariz tradicional já poderiam ter aberto há algum tempo. Obviamente sem as restrições de horários. Entendemos que com essa reabertura poderíamos ter mais dados para começar a reabrir discotecas ou clubes, com mais animação e pessoas de pé", disse Miguel Camões.

O presidente da Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto solicitou ainda mais apoios para o setor.

"Pedimos que o programa apoiar.pt seja reativado, com retroatividade, e que nos arranjem uma solução para as rendas. A solução que nos arranjaram sempre foi as moratórias, que é empurrar o problema mais para a frente. Estamos com 12 a 15 meses de rendas em atraso. E neste mês já começamos a pagar renda, com estabelecimentos encerrados. É impossível sobreviver assim", finalizou.

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