Maia

Pavilhão gera guerra política em Pedrouços

O Pedrouços Atlético Clube acusa a Câmara Municipal da Maia de estar a construir um pavilhão gimnodesportivo, num terreno de que até agora a coletividade usufruía, por causa das eleições autárquicas.

O presidente do clube, Carlos Caseira, que é também candidato à junta de freguesia pela coligação Francisco Vieira de Carvalho 2017, que agrega PS e Juntos Pelo Povo (JPP) diz que o arranque da obra faz parte de "um projeto eleitoral" dos seus adversários. "Isto não é um projeto desportivo. As sondagens dão-nos maioria e o atual regime está numa atitude salazarista, de suicídio, do género perdido por um, perdido por todos", acusa.

Esta terça-feira, o arranque das obras juntou alguns dirigentes e sócios do clube maiato em protesto, à medida que uma retroescavadora ia limpando o campo de treinos em terra batida.

A C. M. Maia por sua vez rejeita qualquer ligação eleitoral ao processo. "Esta obra é do conhecimento de todos os pedroucenses. A Câmara é soberana e não olha só para os interesses do Pedrouços [clube] ", responde o vereador do Desporto, Hernâni Ribeiro. "Este processo começou em 2015 quando transformamos o relvado do estádio em sintético para que o espaço pudesse ser utilizado pelos seniores e também pelos restantes escalões de formação", acrescenta. O investimento permitiria libertar a outra parte do terreno.

Por sua vez, o clube defende que a autarquia não poderia ter colocado as máquinas em marcha sem o seu consentimento. "A entrada das máquinas é ilegal. Não se precaveram as condições de segurança. Só na quarta-feira (a 30 de agosto) fomos informados que iriam entrar nas instalações do clube. Nunca nos apresentaram o projeto", denuncia Carlos Caseira.

A autarquia explica que o concurso público para a obra, orçada em 1,4 milhões de euros, foi lançado em meados de 2016 e que "só a 19 de julho de 2017" teve o aval do Tribunal de Contas para avançar com a empreitada.

O presidente do Pedrouços e candidato à Junta garante que vai avançar com uma providência cautelar. "Este pavilhão impede o crescimento do clube. Queríamos que fizessem aqui o sintético prometido em 2008, que nunca foi feito. Isto é mais para comprar eleitorado", acusa Carlos Caseira, dizendo que "200 atletas do formação vão ser afetados".

Acusações que no entender do vereador do Desporto da C. M. Maia são infundadas. "A tónica eleitoral é das pessoas que estão a contestar a obra. O presidente do clube é candidato à Junta. Não percebo como nos acusam de tal coisa. Não vejo qualquer sentido", remata Hêrnani Ribeiro.