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Aberta classificação de pintura "São Cosme" criada por Álvaro Pires de Évora

Aberta classificação de pintura "São Cosme" criada por Álvaro Pires de Évora

A Direção-Geral do Património Cultural abriu um processo de classificação do quadro "São Cosme", da autoria do pintor português Álvaro Pires de Évora, o mesmo que assina "A Anunciação", que será leiloada hoje à noite, em Nova Iorque.

Contactada pela agência Lusa, fonte da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) confirmou que a obra tem um processo de classificação aberto que será publicado em Diário da República "nos próximos dias".

A notícia foi avançada hoje pelo Diário de Notícias, dando conta que "São Cosme", com 28 por 21,5 centímetros, foi leiloada a 10 de novembro de 2010 pelo Palácio do Correio Velho, por 15 mil euros.

No sítio ´online´ do Palácio do Correio Velho, a pintura, criada pelo pintor do século XV, surgia com uma estimativa entre 15 mil e 25 mil euros, e acabou arrematada pelo valor mais baixo.

Com a abertura do processo de classificação, esta obra fica automaticamente protegida por lei e não pode sair do país ou ser intervencionada sem autorização das autoridades competentes, e o Estado pode exercer o direito de preferência em caso de venda.

Álvaro Pires de Évora, pintor que nasceu em Portugal na primeira metade do século XV, viveu quase toda a sua vida em Itália, e a única obra deste autor que se encontra num museu nacional é "Virgem com o Menino entre S. Bartolomeu e Santo Antão, sob a Anunciação", comprada pelo Estado português em 2001, por 320 mil euros.

O leilão da obra "A Anunciação", em Nova Iorque, está marcado para as 18:00 locais (23:00 em Lisboa).

A pintura, que tem 30,5 por 22 centímetros, terá uma base de licitação entre 150 mil e 250 mil dólares (entre 122.400 euros e 204 mil euros).

O Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, apresentou formalmente uma proposta à DGPC no sentido de a obra ser adquirida pelo Estado português, sustentando a sua relevância para o património nacional.

Segundo o catálogo da Sotheby's, o quadro fez parte dos lotes do leilão da chamada "Coleção Konrad Adenauer", realizado pela Christie's, em Londres, em junho de 1970, tendo ficado sem comprador.