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Autarca de Gondomar crê que Tribunal de Contas vai autorizar empréstimo de 28ME

Autarca de Gondomar crê que Tribunal de Contas vai autorizar empréstimo de 28ME

O presidente da câmara de Gondomar, Marco Martins, mostrou-se hoje "confiante" que o Tribunal de Contas (TdC) vai autorizar agora um empréstimo de 28 milhões de euros solicitado para ajudar a uma dívida à EDP.

Em causa está o pedido de empréstimo para saldar uma dívida que tem mais de 20 anos e que ronda os 50 milhões de euros.

O executivo de maioria socialista anunciou em abril do ano passado que tinha conseguido um perdão de 20 milhões de euros e que queria pagar de uma vez 28,8 milhões, mas o TdC não deu visto ao pedido de empréstimo pedido pelo executivo socialista que, entretanto, já recorreu desta decisão, conforme se ficou a saber na última semana.

Hoje, confrontado com esta questão em reunião de câmara, Marco Martins disse estar "confiante" que o tribunal vai "reconsiderar".

A questão foi colocada pela oposição, com a Daniel Vieira (CDU) a perguntar ao executivo sobre se tem um plano B, enquanto Rafael Amorim (PSD/CDS) pediu que a informação sobre este processo seja "imediatamente partilhada com os vereadores" e Valentim Loureiro, do movimento independente "Gondomar Coração de Ouro", considerou a decisão do TdC "um erro clamoroso".

Já à margem da sessão, em declarações aos jornalistas, Marco Martins considerou que "houve uma errada interpretação do TdC", garantindo que "o recurso [da câmara] desmonta completamente a apreciação".

"O plano A, o B, C e até o Z é o da confiança no recurso. Estou convencidíssimo que venceremos o recurso (...). É imprevisível o tempo que pode demorar. Há três entidades que estão bloqueadas neste momento. A câmara porque tem problemas para resolver e quer desbloquear avisos para abertura de concursos, a EDP que contava receber e o banco que venceu o concurso e tem lá 28 milhões que não pode mexer neles", disse o autarca.

Sobre consequências para a gestão do Município, o autarca admitiu que só com o abatimento desta dívida de 50 milhões é que a autarquia "consegue sair do vermelho" e, entre outros aspetos, disse, "contratar pessoal, algo muito necessário".

"Só desde que entramos em funções [final de 2013] aposentaram-se 142 pessoas. Só temos recebido funcionários, algo que precisamos muito, em regime de mobilidade, quando estão em outras câmaras e podem vir para cá. Contratação, não podemos sem desbloquear esta questão", descreveu.