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Bienal de Artes da CPLP e Galiza leva ao Mosteiro da Batalha artistas de Moçambique

Bienal de Artes da CPLP e Galiza leva ao Mosteiro da Batalha artistas de Moçambique

Cem artistas vão estar representados na segunda edição da Bienal de Artes Plásticas da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Galiza, que acontece no Mosteiro da Batalha no final de 2018 com Moçambique como país em destaque.

A bienal foi apresentada hoje no Mosteiro da Batalha, assumindo-se como uma montra "do que de melhor fazem os artistas da CPLP e da Galiza", este ano com especial enfoque "nos artistas de Moçambique residentes lá, em Portugal e noutras ex-colónias", explicou um dos responsáveis pela organização, Augusto Neves.

"A bienal tem por tema 'A Paz, a Igualdade e a Fraternidade' e teremos cerca de cem artistas a expor aqui". Os três melhores trabalhos expostos serão premiados, precisou o dirigente da associação FriendlyTalents, que organiza a bienal.

Pintura, escultura, fotografia, cerâmica e desenho são as artes admitidas nesta iniciativa que pretende "contribuir para estabelecer pontes e diálogos mais profundos entre os povos da CPLP" e "dinamizar o turismo cultural e artístico em Portugal e na região de Leiria".

Para o diretor do Mosteiro da Batalha, a relação estabelecida através da bienal com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa "interessa à estratégia global do plano de atividades do monumento", porque o número de turistas daqueles países que visitam o espaço é ainda escasso.

"São visitantes a conquistar e esta é mais uma oportunidade para isso. Acreditamos que este é um espaço excecional para mostrar arte e, neste caso particular, a arte dos artistas de Moçambique", sublinha Joaquim Ruivo.

Para o artista plástico luso-moçambicano Heitor Pais, que assume o papel de comissário da bienal para Moçambique, a expectativa é alta.

"A arte moçambicana está num bom momento, aliás sempre esteve bem. Mas a partir daqui pode mostrar-se e chegar a outros locais do mundo", defende.

Heitor Pais destaca a oportunidade de juntar no Mosteiro da Batalha "artistas que vivem em Portugal que têm o seu prestígio conquistado cá e artistas pós-independência que se fizeram lá".

"É nessa articulação que vamos ter aqui a representação moçambicana: os fugidos de Moçambique e os que ficaram lá. São trajetos artísticos diferentes, uns mais aculturados, outros menos. Cabe-me a mim, que conheço os dois lados, escolher os melhores".

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