Economia

Chefe da diplomacia europeia em visita oficial a Cuba a 03 e 04 de janeiro

Chefe da diplomacia europeia em visita oficial a Cuba a 03 e 04 de janeiro

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, vai realizar uma visita oficial a Cuba a 03 e 04 de janeiro, a primeira desde a entrada provisória em vigor do acordo de diálogo político e cooperação entre as duas partes.

Durante a visita, Federica Mogherini deverá manter conversas oficiais com o ministro cubano das Relações Externas, Bruno Rodriguez, e, na agenda, estão também encontros com outras autoridades do país e a intervenção numa conferência.

No seu primeiro dia nesta ilha das Caraíbas, a alta representante da União Europeia para a Política Externa terá um encontro de cortesia com o presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular, Esteban Lazo, e irá participar na conferência "A União Europeia e a América Latina", no Colégio San Gerónimo, em Havana Velha.

Está previsto que visite um centro para adolescentes financiado pela cooperação europeia, com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A reunião oficial com Rodríguez está agendada para 04 de janeiro, ao fim da qual se prevê que Federica Mogherini dê uma conferência de imprensa.

A chefe da diplomacia comunitária já esteve em Havana em março de 2016 para impulsionar o diálogo político entre a Europa e Cuba, quando as duas partes estão perto de chegar a um acordo bilateral.

Até à entrada em vigor do acordo, Cuba era o único país da América Latina que não tinha enquadramento legal para regular as relações com a União Europeia.

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Segundo Bruxelas, este instrumento, negociado entre abril de 2014 e março de 2016, vai ajudar a reforçar a democracia e o respeito pelos direitos humanos e dará uma plataforma comum para o investimento bilateral e para as partes cooperarem mais estreitamente nos desafios globais.

As áreas de interesse comum previstas no acordo incluem energias renováveis, desenvolvimento rural, meio ambiente, direitos humanos, boa gestão, segurança, criação de emprego, entre outras.

Assinado em dezembro de 2016 por Mogherini e por Rodríguez, para a sua entrada plena em vigor, é necessário que todos os parlamentos nacionais da União Europeia o ratifiquem.

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