Economia

Especialistas abordam "o potencial da gastronomia" em fórum internacional em Macau

Especialistas abordam "o potencial da gastronomia" em fórum internacional em Macau

Especialistas, académicos e profissionais reuniram-se hoje em Macau no âmbito de um fórum internacional sobre "o potencial da gastronomia", o primeiro desde que a UNESCO distinguiu o antigo enclave português pela diversidade da sua culinária.

O fórum tem lugar um dia depois do lançamento oficial do "Ano da Gastronomia de Macau", uma iniciativa inserida num plano a quatro anos para "forjar uma Cidade Criativa" à boleia da designação atribuída pela UNESCO em 31 de outubro de 2017.

O fórum, organizado pelos Serviços de Turismo, atraiu representantes de 17 Cidades Criativas de Gastronomia, contando com o vice-diretor-geral da UNESCO, Getachew Engida, e com o coordenador do Grupo das Cidades Criativas de Gastronomia da UNESCO, Dag Hartman, entre os principais convidados.

"Espero que o Fórum Internacional de Gastronomia providencie uma oportunidade para debates mais críticos e intercâmbios frutíferos na abordagem de temas e desafios relacionados", afirmou o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, no discurso de abertura, indicando aguardar com expetativa "os valiosos conselhos sobre como Macau deve prosseguir de modo a atingir os objetivos da Rede de Cidades Criativas da UNESCO".

"É meu sincero desejo ver novas ideias, parcerias e iniciativas de projetos germinarem neste fórum", disse Alexis Tam, depois de partilhar os principais objetivos da Região Administrativa Especial chinesa na qualidade de Cidade Criativa de Gastronomia.

Com Macau "detentora de um ativo panorama de restauração e [de] uma oferta diversificada de experiências gastronómicas", que vai desde a comida de rua a restaurantes com estrela Michelin, "estamos empenhados em trabalhar mais de perto com o setor local do ramo alimentar na adoção de estratégias inovadoras e criativas", sublinhou Alexis Tam.

Os planos de Macau a quatro anos incluem, por exemplo, tal como anunciado na terça-feira, "o estabelecimento de uma base de dados de receitas e técnicas da nativa cozinha macaense, resultante de uma fusão de influências portuguesas, chinesas, africanas, indianas, malaias, entre outras", a qual constitui "um perfeito exemplo da narrativa única da cidade e longa história de intercâmbio cultural", realçou.

O vice-diretor-geral da UNESCO destacou, por seu turno, em linha com o discurso que proferiu na véspera, que "a designação de Macau como Cidade Criativa de Gastronomia é testemunho de um compromisso contínuo da cidade em prosseguir com a promoção de um modelo de desenvolvimento urbano centrado na cultura, particularmente através das suas ricas tradições culturais e vibrante panorama gastronómico contemporâneo".

"Com o seu programa diversificado com o objetivo de mostrar o vasto património culinário do mundo, [o fórum] contribuirá para um maior fomento da gastronomia como meio para tornar as cidades mais atrativas, inclusivas e sustentáveis para todos os seus habitantes", afirmou Getachew Engida.

Após os discursos inaugurais durante a manhã, o fórum, que decorre durante todo o dia, prosseguiu com uma apresentação sobre a visão futura da Rede de Cidades Criativas da UNESCO e das Cidades de Gastronomia, a cargo de Dag Hartman, que antecedeu três painéis.

O primeiro, com casos de estudo e debate entre instituições de ensino superior (de Macau, Suécia e Coreia do Sul), versou sobre a relação entre a gastronomia, cultura e educação. No segundo 'chefs', oriundos de Macau, China ou Espanha, partilharam as suas histórias e inspirações culturais.

Para o fim ficou reservado um "frente-a-frente" de líderes da indústria da alimentação e bebidas, com responsáveis do ramo de 'resorts' integrados e de associações de Macau a debaterem a situação atual e oportunidades futuras do setor local.

Realizado pela primeira vez em 2016, quando Macau preparava a candidatura à Rede de Cidades Criativas de Gastronomia da UNESCO, o fórum internacional pretende ser "uma plataforma de relevo para intercâmbio e exploração de iniciativas de colaboração entre Macau, outras Cidades Criativas de Gastronomia, profissionais e académicos do ramo".

Macau entrou para a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na área da Gastronomia em 31 de outubro de 2017, tornando-se na terceira cidade na China, a seguir a Chengdu e Shunde, a conquistar tal feito.

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