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Festival Literário da Madeira vai dedicar cinco dias ao jornalismo e à literatura

Festival Literário da Madeira vai dedicar cinco dias ao jornalismo e à literatura

O Festival Literário da Madeira anuncia esta semana o programa global da edição deste ano, dedicada ao jornalismo e literatura, e conta com a memória da escritora Maria Gabriela Llansol, num concerto de Aldina Duarte.

A oitava edição do festival, sob o tema "Jornalismo e Literatura -- A Palavra que Prende, A Palavra que Liberta", vai ocupar o Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal, de 13 a 17 de março, e mobiliza autores portugueses como Ricardo Araújo Pereira, Clara Ferreira Alves, Paulo Moura e José Luís Peixoto, além de nomes como o do britânico Mick Hume, autor de "There Is No Such Thing As a Free Press (and we need one more than ever)", e do norte-americano Benjamin Moser, que escreveu uma biografia de Clarice Lispector.

Na véspera do encerramento, 16 de março, a cantora portuguesa Aldina Duarte dará um espetáculo no Teatro Municipal Baltasar Dias, centrado no seu mais recente álbum, "Quando se ama loucamente", dedicado e inspirado na obra literária de Maria Gabriela Llansol, autora das trilogias "Geografia dos Rebeldes" e "O Litoral do Mundo", que morreu em 03 de março de 2008.

Os escritores Daniel Alarcón, do Peru, e Javier Cercas, de Espanha, foram já anunciados como protagonistas da sessão de encerramento do festival, com uma conversa que tem por tema "Jornalismo é literatura com pressa" - uma frase do poeta e crítico literário da Inglaterra Vitoriana Matthew Arnold -, moderada por Maria João Costa.

O peruano Daniel Alarcón publicou em Portugal "A Rádio da Cidade Perdida" (Europa-América, 2007), obra com a qual venceu o Prémio PEN, e "À Noite Andamos em Círculos" (Nova Delphi, 2017), finalista do Prémio PEN/Faulkner, nomeado para Melhor Romance do Ano pelo San Francisco Chronicle e pelo Washington Post.

O espanhol Javier Cercas, diversas vezes premiado, tem publicados em Portugal "Soldados de Salamina" e "A Velocidade da Luz" (Asa), "Anatomia de um Instante" (Publicações D. Quixote), "O Impostor" e "As Leis da Fronteira" (Assírio & Alvim), obra vencedora do Prémio Literário Casino da Póvoa/Correntes d'Escritas 2016, e "O Monarca das Sombras" (Assírio & Alvim).

Do leque de presenças no festival constam também Esther Mucznik, Frei Bento Domingues e Sheik David Munir, que se reunirão numa mesa de debate, e ainda os portugueses Carlos Fino e Cândida Pinto.

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Estão ainda anunciadas a escritora canadiana Eleanor Catton, autora de "Ensaio" e de "Os Luminares" - obra que lhe deu o Prémio Man Booker, em 2013 -, Otessa Moshfegh, vencedora do Prémio Hemingway/PEN 2016, autora de "O Meu Nome Era Eileen", livro que a levou à 'short list' do Man Booker, em 2016, e Sofi Oksanen, autora de "Quando as Pombas Desaparecem" e "As Vacas de Estaline", que recebeu, entre outros, o Prémio Nórdico da Academia Sueca.

Organizado pela associação Eventos Culturais do Atlântico (ECA), o festival passou este ano a integrar a Comunidade Europeia de Cultura Inclusiva, dedicada à promoção da literatura, à aprendizagem ao longo da vida e à inclusão social, ao abrigo do Erasmus +, no âmbito do qual serão este ano realizados 'workshops', no Teatro Baltazar Dias.

De acordo com a organização, serão recebidas delegações de entidades parceiras na comunidade, como a italiana Duna di Sale, a fundação espanhola Uxio Novoneyra, que toma o nome do escritor galego, que morreu em 1999, da francesa LitFest e da irlandesa Ó Bhéal.

No âmbito desta iniciativa, o 'site' do festival inclui, entre os participantes nesta edição, autores como Daria Limatola, Dennis Walby, John Eliot, Jean-Rene Pradillon, Manuel Jabois, Paul Casey e Sue Cosgrave.

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