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Governo da Madeira investe 8 ME em linha corta-fogo nas serras do Funchal

Governo da Madeira investe 8 ME em linha corta-fogo nas serras do Funchal

A criação de uma linha de corta-fogo nas serras do Funchal foi hoje apresentada como uma das prioridades do executivo e vai custar oito milhões de euros para proteger os vários núcleos urbanos.

Miguel Albuquerque, presidente do Governo Reginal da Madeira, explicou isso mesmo aos jornalistas na visita que efetuou à zona do Caminho dos Pretos, onde foi iniciado este "trabalho de prevenção para os incêndios, sobretudo, os que põem em causa a segurança de pessoas e bens do Funchal".

O governante madeirense salientou que depois dos incêndios de agosto de 2016, que provocaram três mortos e avultados danos materiais, foram limpos "35 hectares nas zonas altas do Funchal, zonas urbanas de São Roque, Monte, Santa Maria Maior e Santo António".

"Neste momento iniciamos um processo de constituição de uma linha de corta fogo ou aceiro, no Caminho dos Pretos, uma zona perigosa do ponto de vista dos fogos, uma vez que é constituída por eucaliptos e acácias, plantas altamente inflamáveis e propagadoras do fogo", salientou.

Miguel Albuquerque referiu ainda que este é um trabalho que está a ser feito com a apoio de "várias entidades, nomeadamente, a Eletricidade da Madeira (EM), que doou três terrenos, uma área 12 hectares", apontando que no total vai abranger cerca de 420 hectares.

O chefe do executivo madeirense realçou que este trabalho tem de ser feito "no outono/inverno" porque "as alterações climáticas estão a impor nova situações de perigo para as populações e cidades, o que obrigam a um trabalho de prevenção por parte do Governo e da Proteção Civil".

Para o líder insular, "neste momento, esta linha é uma das prioridades" do executivo regional porque "vão deixar de existir estas espécies altamente inflamáveis" e estas "áreas serão substituídas por plantas indígenas, muito menos infamáveis, serão constituídos caminhos florestais e áreas de água para evitar e controlar propagação do fogo a norte do Funchal".

Também apontou que este projeto será inserido no Proderam (programa de apoio a áreas florestais e agricultura", que terá "continuidade ao longo dos anos".

"Só nesta área está estimado um investimento de 8 ME. Mas acho que é o dinheiro mais bem aplicado e é do ponto d e vista pedagógico fazermos este trabalho na altura certa, não é depois das desgraças acontecerem, para evitar a propagação do fogo", argumentou.

O responsável do Governo da Madeira acrescentou que vão ser incluídas no Orçamento Regional para 2018 verbas para" voltar a limpar os terrenos, cortando eucaliptos e acácias nas zonas altas do Funchal perto dos núcleos urbanos", visto que estas espécies têm crescimento rápido e começam a surgir em espaços que já foram intervencionados

Também indicou que a conclusão deste projeto "vai depender do apoio dos privados", complementando que "algumas entidades vão fazer doações, porque isto entra na Lei do Mecenato".

"Vamos fazer o mais rapidamente possível, mas isto obriga à aquisição dos terrenos, a orçamentar", disse, afirmando que o Governo Regional "não tem verbas suficientes para adquirir os terrenos todos ao mesmo tempo".