Nacional

Incêndios: Santa Comba Dão apela à disponibilização de máquinas para limpeza e demolição

Incêndios: Santa Comba Dão apela à disponibilização de máquinas para limpeza e demolição

Santa Comba Dão, Viseu 18 out (Lusa) - O presidente da Câmara de Santa Comba Dão, Leonel Gouveia, apelou hoje a todos os privados e entidades públicas que disponibilizem máquinas pesadas que permitam a limpeza, demolição e desobstrução de edifícios em risco de ruir.

"Como muitas empresas locais viram a sua maquinaria ser consumida pelo fogo, inclusivamente a Câmara de Santa Comba Dão perdeu algumas, pede-se maquinaria pesada para ajudar na demolição imediata de algumas fachadas em risco de derrocada", referiu.

De acordo com o autarca, as fachadas em risco de derrocada devem ser demolidas o mais rapidamente possível, de forma que seja assegurada a segurança de pessoas e bens.

"Temos tido grande dificuldade para reunir máquinas deste género. É necessário conciliar todos os meios, privados e púbicos, para iniciar a limpeza e a recuperação do concelho o mais rapidamente possível", acrescentou.

Quem puder disponibilizar este tipo de máquinas deverá contactar o Serviço de Proteção Civil, através do número de telemóvel: 962733812.

O Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Santa Comba Dão foi ativado às 23:43 de domingo, em virtude dos incêndios que assolaram o concelho.

Cerca de 80% da mancha florestal do concelho foi consumida pelas chamas, sendo este "o maior incêndio de sempre" a afetar o município.

Cinco pessoas morreram, todas da freguesia de S. Joaninho, e arderam 15 habitações principais e mais de 50 devolutas ou segundas habitações.

Segundo Leonel Gouveia, arderam também sete ou oito empresas de pequenas dimensões na cidade.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 41 mortos e cerca de 70 feridos (mais de uma dezena dos quais graves), além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

O Governo decretou três dias de luto nacional, até quinta-feira.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou 64 vítimas mortais e mais de 200 feridos.