Economia

Incêndios: Sindicatos apresentam à Unidade de Missão plano de emergência para Castelo Branco

Incêndios: Sindicatos apresentam à Unidade de Missão plano de emergência para Castelo Branco

A União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB) apresentou hoje à Unidade de Missão para a Valorização do Interior (UMVI) uma proposta de um plano de emergência, cujo primeiro ponto tem por base a destruição da floresta no distrito.

Uma delegação da USCB liderada por Luís Garra reuniu com o coordenador da UMVI, João Paulo Catarino, na Presidência do Conselho de Ministros, onde apresentou um plano de emergência para o distrito de Castelo Branco, no qual se inclui a calamidade dos incêndios florestais que este verão destruíram praticamente a floresta distrital.

Em declarações à agência Lusa, João Paulo Catarino explicou que foi uma reunião em que ambas partes convergiram no diagnóstico feito e na maioria das propostas de ação apresentadas.

"Agora, há limitações em termos orçamentais para se implementar grande parte dessas medidas. No entanto, vamos até ao final do ano fazer a avaliação do primeiro ano do Programa Nacional para a Coesão Territorial (PNCT). Em função dessa avaliação e do trabalho e dos contributos da sociedade, como é o caso da USCB, encontraremos as melhores soluções", frisou.

João Paulo Catarino realçou que a UMVI continua a trabalhar com todo o Governo na procura das melhores soluções para corrigir as assimetrias regionais que todos constatam no país.

"Em função dessa avaliação [do PNCT] e do trabalho e dos contributos da sociedade, como é o caso da USCB, encontraremos as melhores soluções. A UMVI está atenta e recetiva às propostas apresentadas pela USCB e serão tidas em conta aquando da apresentação de novas medidas após a avaliação do primeiro ano do PNCT", disse.

Já o coordenador da USCB, Luís Garra, explicou que o primeiro-ministro António Costa incumbiu João Paulo Catarino de liderar o encontro e receber as propostas da USCB.

PUB

"Não há propriamente conclusões. Na reunião, procedemos à apresentação da proposta para o plano de emergência para o distrito de Castelo Branco e explicámos a necessidade do mesmo", afirmou.

Sublinhou ainda que o coordenador da UMVI, João Paulo Catarino, "mostrou-se compreensivo" e que lhes garantiu que iria dar conhecimento ao primeiro-ministro do conteúdo da proposta.

O documento da USCB fundamenta-se em sete pontos que consideram "inquestionáveis", nomeadamente a calamidade dos incêndios que se repete anualmente e que este verão destruiu praticamente a floresta do distrito de Castelo Branco, sendo este aquele que apresenta a maior área ardida.

Os sindicalistas realçam ainda a ausência de resposta governamental à exigência de abolição das portagens nas ex-Scut (A23 e A25) e argumentam que estas têm um impacto negativo na atividade económica, no investimento e na mobilidade da população.

O continuado despovoamento do território que em apenas quatro anos teve a perda de 10.590 eleitores nos 11 concelhos que o compõem, a "forte degradação" da qualidade e diversidade da oferta de serviços públicos e a constatação de que o Programa Nacional para a Coesão Territorial é insuficiente nas medidas e limitado nos meios são outros argumentos apresentados no documento.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG