Economia

Faturação do 'cluster' de aeronáutica deverá passar de 1% para 2% do PIB em 10 anos - AED

Faturação do 'cluster' de aeronáutica deverá passar de 1% para 2% do PIB em 10 anos - AED

O 'cluster' português da Aeronáutica, Espaço e Defesa (AED) tem como objetivo duplicar a faturação, cerca de 1,87 mil milhões de euros, ou seja, de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para 2% dentro de dez anos.

O presidente da AED Portugal, José Cardoso, explicou numa encontro com a imprensa, em Lisboa, que este desafio que lhe foi lançado "não é fácil", mas perante "as perspetivas que a indústria tem e com a Europa a crescer 11%" é possível ser atingido dentro de dez anos.

E prosseguiu: "O ano de 2017 do ponto de vista do 'cluster' tem uma importância fundamental, pois é o primeiro ano em que nós nos sentimos como 'cluster'".

"Passámos de uma situação de três associações [aeronáutica, espaço e defesa], (...) criámos uma federação e passámos a ter um cluster no ano passado", salientou o responsável.

O que a AED Portugal está, neste momento, a fazer é entendido como "um ponto de partida" pois aquilo que se lhe põe "é futuro".

A AED está a fazer "um esforço muito grande" de integração, coordenação e de capacitação das três diferentes associações sectoriais e passar a ter apenas "uma única voz" que é "a voz do 'cluster' em termos de futuro", esclareceu o responsável.

Ainda, de acordo com José Cardoso, trata-se de um movimento nas áreas da aeronáutica, do espaço e da defesa que "está a ter um grande desenvolvimento" ao nível da Europa.

A AED assinou já protocolos com um conjunto de 'cluster' europeus (Sevilha, na Espanha, Bavaria e Hamburgo, na Alemanha, Toulouse, em França, Ontário e Monreal, no Canadá).

Além disso, o 'cluster' faz também parte do chamado EACP - European Aerospace Cluster Partnership, grupo constituído por 40 'cluster' europeus.

Ao nível da indústria aeronáutica tem havido em Portugal, segundo a AED, e nos últimos anos "um crescimento muito grande", sobretudo ao nível na parte das aeroestruturas.

O caminho que a indústria deve seguir, segundo a AED, é o de "diversificar, dentro da indústria para elo, entre a manutenção, reparação e revisão (MRO) e aeroestruturas" que são os motores.

Atualmente, a indústria de aeronáutica "trabalha pouco" com a parte de desenvolvimento de tecnologia da cadeia de fornecimento à indústria dos motores, tem de subir na cadeia de valor, bem como na cadeia de conhecimento.

A AED entende que a indústria tem de "deixar de fazer projetos de Investigação e Desenvolvimento (I&D) que estão em níveis iniciais na curva de desenvolvimento e fazer cada vez mais projetos de I&D para mais perto do mercado", isto é, demonstradores.

Ao nível do sector espacial, este movimenta em Portugal 20 milhões de euros/ano e emprega 200 pessoas, sendo que operam entre 15 a 20 empresas que são de pequena e média dimensão (PME).

Estas estão especializadas em nichos de mercado e 99% do que produzem é exportado para o mercado europeu.

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