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Futebol: I Liga / Moreirense - Benfica (Declarações)

Futebol: I Liga / Moreirense - Benfica (Declarações)

Declarações após o jogo Moreirense-Benfica (0-2), da 17.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje em Moreira de Cónegos:que terminou com uma vitória das ?águias', por 2-0:

Sérgio Vieira (treinador do Moreirense): "Era bem possível fazermos melhor. No momento em que estamos, poderia ter acontecido isso. A gente vem de duas vitórias seguidas, e é algo normal do ser humano: os índices de confiança aumentam e os jogadores sentem que podem fazer algo para o que têm capacidade. Mas não basta essa capacidade. É preciso entrosamento, dinâmica coletiva para não se cometer os erros que a gente cometeu, sobretudo com bola, que permitiram ao Benfica um domínio maior do jogo.

Sentimos que, na primeira parte, o meio-campo do Benfica teve alguma liberdade, não conseguimos ser tão pressionantes como a gente planeou o jogo. [Na segunda parte], além da gente ter pressionado de forma mais agressiva o meio-campo do Benfica, com bola, a gente tinha de ter mais saída, mais profundidade. Uma das instruções que o Peña teve foi essa: pressionar, na altura o Samaris, que acabou por ser substituído, para, sem bola, para a gente subir as nossas linhas de pressão, e irmos atrás de um resultado positivo.

Estou satisfeito com o empenho, com a forma como os jogadores se entregaram ao jogo. Ao fim de duas vitórias para o campeonato, [servia para] perceber como é que os atletas iriam reagir. Nuns momentos, foram rigorosos, simplificaram, e noutros complicaram e não conseguiram ser competentes. Já sabemos que contra este tipo de equipas pagam-se caro os erros. Essa é a aprendizagem que levámos para o jogo de quinta-feira, com características idênticas a este [receção ao FC Porto, para a Taça de Portugal].

Em relação ao futuro, [estou] muito otimista. Com a forma como os nossos jogadores estão a crescer coletivamente e individualmente, tudo vai correr muito bem, dentro dos nossos objetivos. Às vezes, o presente não o que a gente desejava. Hoje, não foi possível ganhar a um grande, ou, pelo menos, triara-lhe pontos, mas era uma tarefa difícil

Em princípio, não [vamos contratar mais ninguém]. Sabemos que podem acontecer lesões. Estamos satisfeitos com os jogadores que temos. Só se aparecer algo de muito anormal, é que nos temos de mexer, senão é com estes que a gente vai cumprir os objetivos".

Rui Vitória (treinador do Benfica): "A chave esteve na qualidade, na postura, na forma como entrámos no jogo. Entrámos muito determinados a querer impor a nossa forma de jogar e a nossa força. Sentimos logo que, ao atacar para aquela baliza, estava um ambiente enorme, com muito benfiquista ali. O primeiro golo é de grande qualidade, porque entrámos com muita determinação, muita dinâmica. Criámos sempre muitos problemas ao Moreirense, que é uma equipa organizada e tem vindo a melhorar nos últimos jogos. Mas fomos melhores, e justificámos plenamente [o triunfo] com uma exibição categórica.

É importante não tirar mérito à equipa adversária, porque a equipa sabia muito bem como poderia causar muito perigo. Temos vindo a fazer bons jogos, em termos do que é o campeonato. A evolução vai levando a que os jogadores se sintam cada vez mais confortáveis, e algo que, nós gostamos muito, é quando o jogo flui como nós pensamos. A dinâmica foi muito boa, a jogar simples, fácil. Às vezes, o mais difícil é jogar fácil, fazer bem feito o que é simples. Os jogadores fizeram quase isso na perfeição. Faltou apenas culminar uma série de jogadas com mais golos.

Não concordo [que o Benfica dependeu apenas de iniciativas individuais na segunda parte]. Isso é ver o copo meio cheio ou meio vazio. O Benfica poderia ter saído daqui com um 'score' muito maior. Houve bolas que, em condições normais, com mais de felicidade e a eficácia melhor, que levariam a que o resultado fosse mais dilatado.

Por outro lado, estávamos a jogar com uma equipa que se organizou muito bem do ponto de vista defensivo nos últimos jogos e que reagiu. Houve uma equipa que, durante cinco e 10 minutos, nos criou problemas - o jogo estava em aberto, com um golo de diferença -, e, portanto, mérito à equipa adversária. Foi uma exibição, do ponto de vista coletivo, muito boa, com os jogadores em todas a posições a fazerem o que era necessário fazer. É evidente que não há nenhuma equipa no mundo em que somente as questões individuais resolvam. Há equipas coletivamente fortes, em que os jogadores com qualidade sobressaem.

Nesta altura, não faz sentido [falar sobre Luisão]. O importante é realçarmos o João Carvalho, que fez uma belíssima exibição, o Rúben Dias que joga com uma personalidade invulgar para a idade. Há uma coisa que vos posso garantir: entraremos com 11 jogadores que veneram este símbolo.

Foi uma limitação física [que ditou a saída do Samaris]. Estava a ter um bom desempenho. Mas o que interessa é que o Keaton [Parks] entrou e fez uma segunda parte muito boa".

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