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I Liga (1.ª volta): Seis mudanças entre os técnicos, metade das de 2016/17

I Liga (1.ª volta): Seis mudanças entre os técnicos, metade das de 2016/17

A 'moda' das 'chicotadas psicológicas' passou um pouco ao lado da primeira volta da I Liga portuguesa de futebol, com apenas seis mudanças de treinador, metade das 12 registadas a meio da época passada.

O Paços de Ferreira, que começou com Vasco Seabra, trocou-o, após nove rondas (13.º lugar), por Petit e já procura um novo técnico, foi o único a mudar duas vezes, numa altura em que segue em 16.º, dois pontos acima da 'linha de 'agua'.

Entre os cinco últimos, o Vitória de Setúbal, 17.º, com os mesmos 12 pontos do lanterna-vermelha Estoril-Praia, é o único que ainda mantém o treinador original, o 'sobrevivente' José Couceiro.

Por seu lado, o Desportivo das Aves (14.º) colocou Lito Vidigal no lugar de Ricardo Soares, que já é segundo com a Académica na II Liga, o Moreirense (15.º) prescindiu de Manuel Machado e apostou em Sérgio Vieira e o Estoril-Praia escolheu Ivo Vieira para substituir Pedro Emanuel.

No 'top 14' no final da primeira volta, só o Boavista mudou de técnico: Miguel Leal deixou a equipa à quinta ronda, no 16.º lugar, e Jorge Simão, que se estreou batendo o tetracampeão Benfica (2-1), subiu-a até ao nono (18 pontos, em 12 rondas).

Entre os 13 treinadores que se mantêm desde o início da temporada, o principal protagonista foi Sérgio Conceição, que conduziu o FC Porto ao primeiro título de inverno desde 2010/11, com 45 pontos, registo que iguala 2012/13.

Os 'dragões' acabaram invictos (três empates), tal com o Sporting, que cedeu mais uma igualdade e somou menos dois pontos, sob o comando de Jorge Jesus, que tinha feito melhor na primeira época pelos 'leões' (44 em 2015/16).

Por seu lado, e depois de dois títulos nas duas primeiras épocas na Luz, selando um inédito 'tetra' para o Benfica, Rui Vitória segue no terceiro posto, com 40 pontos, registo idêntico ao da época de estreia, a do 'tri'.

Entre os 'pequenos', Abel Ferreira foi um 'gigante, já que os 37 pontos do Sporting de Braga colocam o clube 10 acima da concorrência para o quarto lugar, sendo que o terceiro, do Benfica, ficou a apenas três.

Destaque ainda para o futebol atrativo, positivo e com muita posse de bola que Miguel Cardoso imprimiu no Rio Ave e o regresso de Vítor Oliveira ao convívio dos 'grandes', depois de sucessivas épocas a subir equipas na II Liga, com o Portimonense como quinto melhor ataque, com 23 golos.

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