Economia

Wall Street fecha em alta graças aos valores da indústria e tecnologia

Wall Street fecha em alta graças aos valores da indústria e tecnologia

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, com os investidores apoiados nos setores da indústria e tecnologia, mantendo alguma atenção aos desenvolvimentos na frente da reforma fiscal.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average valorizou 0,29% (70,57 pontos), para as 24.211,48 unidades, e o Nasdaq 0,54% (36,47), para as 6.812,84.

O índice alargado S&P500 valorizou 0,29% (7,71), para os 2.636,98 pontos.

"A priori, não houve informação que justificasse esta subida. Eventualmente, pode ser atribuída a um certo otimismo face ao processo de negociação em curso sobre a reforma fiscal", considerou Karl Haeling, da LBBW.

Os congressistas, do Senado e da Câmara dos Representantes, procuram chegar a uma única versão, compatibilizando os respetivos textos para concretizar esta grande promessa eleitoral de Donald Trump.

Entretanto, os investidores parecem dispostos a continuar a apostar na subida das cotações, estimou Adam Sarhan, da 50 Park Investment.

"Não houve correção, isto é, descida dos índices, em 5% ou mais, desde o primeiro trimestre de 2016, pelo que não seria absolutamente de admirar que os índices descessem um pouco", salientou.

"Mas, de momento, os investidores reagem a toda a informação, positiva ou negativa, continuando a apostar na subida" e "não desejam cont5ariar esta tendência", observou.

Os investidores esperam agora a divulgação na sexta-feira do relatório mensal oficial sobre o mercado de trabalho nos EUA.

As estatísticas hoje conhecidas sobre o emprego foram encorajadoras, com as inscrições semanais no desemprego nos EUA a descerem ligeiramente, ao contrário do que previam os analistas.

Na frente das ações, o setor industrial liderou a subida, com o subíndice que agrupa estes valores no S&P500 a progredir 0,90%, enquanto o que junta o setor tecnológico avançou 0,65%, graças ao desempenho de títulos emblemáticos como Facebook, que ganhou 2,32%, ou Alphabet (1,23%), a casa-mãe da Google.