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Lucros do Santander Totta sobem 10,3% para 436 milhões de euros em 2017

Lucros do Santander Totta sobem 10,3% para 436 milhões de euros em 2017

O Santander Totta obteve um resultado líquido de 436,3 milhões de euros em 2017, mais 10,3% face ao período homólogo, anunciou hoje o banco.

"Esta melhoria decorre do crescimento orgânico do negócio e da redução em 7,6% dos custos e das imparidades", refere o presidente executivo do banco, António Vieira Monteiro, que hoje apresentou os resultados da instituição financeira em conferência de imprensa, em Lisboa.

Os recursos de clientes totalizaram 36,7 mil milhões de euros no exercício passado, o equivalente a uma subida de 15,2%, sendo aumentos de 13,7% em depósitos e de 25,4% em recursos fora de balanço.

No entanto, a margem financeira alcançou 696,9 milhões de euros, uma queda de 4,8% face ao período homólogo em consequência, principalmente, "de reajustamentos na carteira de dívida pública".

As comissões líquidas ascenderam a 331,1 milhões de euros, aumentando 8,3% em relação a dezembro de 2016, "traduzindo a maior fidelização e transacionalidade dos clientes", referem.

Os custos operacionais registaram um decréscimo de 7,6% no final de 2017, em comparação com o valor alcançado em dezembro de 2016, para 527,9 milhões de euros. A evolução de receitas e custos operacionais traduziu-se num rácio de eficiência de 46,0%, que compara com 47,7% um ano antes.

"Quero destacar a qualidade destes resultados, que são no essencial derivados da atividade comercial recorrente e da maior transacionalidade, do aumento das quotas de mercado no crédito a empresas e à habitação, e da fidelização dos clientes, registando já o banco 360 mil clientes com o inovador Mundo 1|2|3", sublinhou Vieira Monteiro.

O crédito subiu 25,0%, ascendendo a 41,4 mil milhões de euros, com aumentos de 12,7% no crédito a particulares e de 45,3% no crédito a empresas.

"A carteira de crédito do ex-Banco Popular Portugal, no montante de 6,1 mil milhões de euros, contribuiu para o aumento do peso relativo do segmento de Empresas", refere o Santander Totta.

As quotas de mercado de produção de crédito a empresas e habitação mantiveram-se "muito dinâmicas", em 2017, ascendendo a 17,1% e 21,1%, respetivamente, até ao final de novembro, excluindo o ex-Banco Popular Portugal.

No âmbito das linhas de financiamento para PME (linhas PME Investe, Crescimento e Capitalizar), o banco concedeu cerca de 3,9 mil milhões de euros até ao final de 2017, correspondente a uma quota de mercado de 22,5%.

O rácio CET 1 ('phased-in'; transitório) ascendeu a 13,65% e o rácio CET 1 ('fully implemented', com as novas regras totalmente implementadas) foi de 13,67%. "As variações homólogas de (-2,2pontos percentuais) e (-1,4p.p.), respetivamente, refletem o impacto da integração do ex-Banco Popular Portugal", justificam.

Em termos de sustentabilidade, o banco investiu mais de sete milhões de euros, com especial foco no ensino superior, "tendo beneficiado diretamente mais de 21 mil pessoas".

Em 27 de dezembro de 2017 foi concluído o processo de aquisição e de fusão simplificada por incorporação do Banco Popular Portugal no Banco Santander Totta.

Com a concretização da fusão, o Banco Popular Portugal deixou de existir enquanto entidade jurídica. Como consequência, lembra o Santander Totta, a informação financeira divulgada hoje no que se refere a volumes de negócio já reflete a atividade do ex-Banco Popular Portugal.

Por fim, segundo a instituição financeira, "com esta aquisição, o Santander Totta torna-se no maior banco privado no que se refere ao crédito da atividade doméstica, ocupando a segunda posição no 'ranking' dos depósitos", tendo por base "os comunicados de resultados dos bancos referentes a setembro de 2017", refere.