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Ministro da Defesa diz que tecnologia de duplo uso é fator de atratividade da Escola Naval

Ministro da Defesa diz que tecnologia de duplo uso é fator de atratividade da Escola Naval

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, defendeu hoje que a Escola Naval representa uma mais-valia no desenvolvimento das tecnologias de duplo uso, durante a posse do novo comandante daquele estabelecimento de ensino da Marinha Portuguesa, contra-almirante, Simões Marques.

"Numa altura em que a tecnologia de duplo uso [tecnologia de uso civil e militar] domina no plano europeu - veja-se, por exemplo, as grandes discussões em torno deste tópico, a propósito da estratégia global da União europeia, a propósito da recente cooperação estruturada permanente, que, mais do que dar os primeiros passos, já anda - tem como parceiros aqueles que por excelência conhecem e operam o uso militar", disse Azeredo Lopes.

"E isto é, indubitavelmente, um fator diferenciador e qualificador de atratividade e competitividade, num mundo em que a investigação se faz, cada vez mais, através de grupos plurais constituídos por equipas de múltiplas origens. Estou certo de que a historia, o lastro e a identidade da Escola Naval, não fazem com que ela corra risco de diluição numa tentação, que por vezes há, de associar a quantidade à qualidade", acrescentou o ministro da Defesa Nacional.

Para Azeredo Lopes, a Escola Naval, na Base do Alfeite, em Almada, é um "espaço de diálogo e de encontro, de conhecimento e de partilha de conhecimento", mas também "uma escola de mar e de valores, onde a formação académica se alia a uma sólida formação militar, cívica e moral" e que contribui para a formação de quadros de excelência para o país.

Naquela que foi a primeira cerimónia a que presidiu na presença do novo Chefe de Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, almirante António Mendes Calado, o ministro da Defesa afirmou ainda que a Escola Naval enfrenta "grandes desafios associados à sua específica natureza [militar], mas que, em última análise, se cumprem na afirmação da qualidade e da excelência do modelo de ensino/aprendizagem de matriz militar e, de igual modo, e não menos importante, na sua plena integração no sistema nacional de ensino superior".

"A aplicação do modelo de ensino superior militar e a sua avaliação e acreditação pela acreditada A3ES, Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, é aliás uma peça fundamental na garantia dessa qualidade, dessa excelência tão particular, que esperam os diversos atores internos e, evidentemente, os portugueses", concluiu Azeredo Lopes.

Entre outras prioridades, o novo Comandante da Escola Naval, contra-almirante Mário José Simões Marques, afirmou-se empenhado em tornar a Escola Naval cada vez mais como uma referência de excelência no plano da investigação e desenvolvimento, mas também uma escola prestigiada junto da sociedade civil.