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ONG preocupada com atentados à liberdade de imprensa em Inhambane, Moçambique

ONG preocupada com atentados à liberdade de imprensa em Inhambane, Moçambique

O Instituto de Comunicação Social da África Austral em Moçambique (MISA-Moçambique) manifestou hoje preocupação com o que considera atos atentatórios à liberdade de imprensa na província de Inhambane, sul do país, denunciando ameaças aos jornalistas.

Em comunicado distribuído hoje, o MISA-Moçambique diz a que a Rádio Comunitária Millennium, no distrito de Morrumbene, foi obrigada a encerrar temporariamente a emissão, na sequência de ameaças contra os jornalistas da emissora pela polícia do comando distrital.

O comando distrital ameaçou os jornalistas da rádio, após denunciarem a existência de uma quadrilha que opera em Morrumbene, com a colaboração de um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM).

"É uma quadrilha composta por nove membros, dos quais sete são residentes da vila de Morrumbene e os outros dois na cidade da Maxixe", indica a nota de imprensa do MISA.

O MISA diz que a situação obrigou os jornalistas a abandonarem por alguns dias o distrito de Morrumbene, tendo voltado no sábado da semana, mas continuaram a receber ameaças.

"A rádio já retomou as suas emissões normais, os jornalistas já regressaram a Morrumbene, mas o medo ainda está instalado nos jornalistas", lê-se no comunicado.

O MISA Moçambique refere ainda que os jornalistas Hugo Firmino, da Televisão de Moçambique (TVM), e António Zacarias, do semanário Magazine Independente, são alvos de um processo no Tribunal Judicial da Maxixe sem conhecerem o conteúdo do mesmo.

"O julgamento estava previsto para o dia 5 passado, mas o tribunal decidiu adiar para uma outra data. Desconhecem-se as motivações do processo", diz o comunicado.

Por outro lado, no passado dia 15 de setembro o jornalista Luciano da Conceição foi agredido quando tentava recolher informações sobre uma suposta greve dos estudantes de um instituto de formação de saúde na cidade de Inhambane.

"O MISA Moçambique lamenta e condena este tipo de actos, sejam os protagonizados pelas pessoas singulares assim como pelas instituições do Estado como a Polícia que deveriam ser as primeiras a defender as liberdades constitucionalmente previstas como são os casos de imprensa e de expressão", indica o comunicado.