Economia

Operadora brasileira Oi chega a acordo com 500 lesados em Portugal mas quer mais

Operadora brasileira Oi chega a acordo com 500 lesados em Portugal mas quer mais

A operadora brasileira Oi chegou a entendimento com cerca de 500 obrigacionistas portugueses que aderiram ao programa para acordo com credores, mas continua a receber lesados, num escritório em Lisboa, para aumentar este número, foi hoje anunciado.

"Até ao momento, dos obrigacionistas que se registaram no programa para receber valores até 50 mil reais, equivalentes a 13.451,71 euros, cerca de 500 fecharam acordo com o grupo Oi", indica a operadora brasileira em comunicado.

Na nota, a empresa informa que vai continuar a receber, num escritório em Lisboa, os obrigacionistas portugueses lesados que ainda não conseguiram entregar documentação ou assinar o acordo que estipula a adesão ao programa.

Em causa está um centro de atendimento a funcionar no 10.º andar da torre 3 das Amoreiras, na Rua Tierno Galvan, que conta com uma "estrutura adequada [...] para oferecer mais agilidade e conforto aos obrigacionistas".

Ali funciona a sociedade de advogados Carneiro Pacheco e Associados, representante em Portugal nomeado pela Oi.

"O último dia de funcionamento do centro para a entrega de documentos e assinatura do acordo está previsto para 06 de novembro [segunda-feira]", adianta a empresa.

Para recorrer ao programa para credores da PT/Oi, que permite recuperar 90% da dívida num montante até 50 mil reais (cerca de 13 mil euros), os obrigacionistas tinham até 19 de outubro para fazer um pré-registo na plataforma 'online' disponibilizada pela Oi.

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Neste período, os lesados tinham de comprovar a sua residência em Portugal, que eram titulares de emissões de obrigações do grupo Oi adquiridas através de bancos afiliados ao sistema português e que os seus créditos são abrangidos pelo programa.

Os restantes 10%, perto de 1.400 euros, só poderão ser arrecadados após a aprovação do plano de recuperação judicial da empresa, na assembleia-geral de credores, que já foi adiada diversas vezes, estando agora prevista para 06 e 27 de novembro.

A Oi adianta que os "créditos sujeitos à recuperação judicial do Grupo Oi que, porventura, tenham sido transferidos, cedidos, adquiridos sob qualquer forma ou título após 20 de junho de 2016 não serão contemplados" neste programa.

Também a partir de hoje, e até segunda-feira, os lesados da PT/Oi com investimentos até 13 mil euros podem reaver esses montantes junto da agência bancária onde compraram tais obrigações, anunciou a associação que representa centenas de credores.

"Foi uma informação que nos foi dada ontem [segunda-feira] por um advogado da Oi. Os obrigacionistas que fizeram atempadamente o pré-registo 'online' poderão assinar um acordo na agência bancária onde subscreveram as obrigações" para reaver esses valores, disse o presidente da Associação de Lesados da PT/Oi (ALOPE), Francisco Mateus, à agência Lusa.

A Oi esteve num processo de fusão com a PT, o qual não se concretizou e entrou com um pedido de recuperação judicial em junho do ano passado, por não conseguir negociar a dívida.

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