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PCP diz que revisão das portagens para o Interior é insuficiente e pede abolição

PCP diz que revisão das portagens para o Interior é insuficiente e pede abolição

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse hoje que a revisão das portagens no Interior, que o Governo admitiu como uma possibilidade, é "claramente insuficiente" e voltou a reivindicar a abolição dos pagamentos.

"Não alteramos a posição que é conhecida, nesta região e noutras, e que é a de que consideramos que constitui uma medida profundamente benéfica para o desenvolvimento regional, no plano económico e no plano social, que fossem abolidas as portagens e nesse sentido essa declaração [sobre a eventual revisão] é uma boa intenção, mas claramente insuficiente".

Jerónimo de Sousa falava no final de uma visita a explorações frutícolas e de pecuária, dos concelhos do Fundão de Castelo Branco, e que contou também com a passagem pela Barragem da Marateca.

A falar numa região onde uma das grandes reivindicações das empresas e populações passa pelo fim das portagens nas antigas Scut (vias sem custos para o utilizador), Jerónimo de Sousa também reagiu à declaração do ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, que na quinta-feira referiu no parlamento que o executivo "usará todos os instrumentos que tem ao seu dispor" na prioridade que é desenvolver o Interior e travar o declínio das últimas décadas.

Siza Vieira assegurou que o Governo "não deixará de utilizar instrumentos" como "os incentivos fiscais", a "relocalização de serviços públicos" ou ainda a "revisão das portagens" nas estradas que ligam ao interior, tendo acrescentado que a revisão se "destina "a empresas de transportes e mercadorias".

Todavia, para o PCP tal não corresponde às verdadeiras necessidades da região, já que as portagens "limitam as necessidades de desenvolvimento regional" e, por isso mesmo, os comunistas prometem continuar a lutar pela abolição dos pagamentos para todos os utilizadores.

"A nossa proposta é muito mais vasta, é abolir essas portagens seja sobre quem circula, sejam empresas, seja população sejam trabalhadores, seja de atividade for", afirmou Jerónimo de Sousa.