Economia

Petrolífera russa Rosneft vai investir no Curdistão iraquiano

Petrolífera russa Rosneft vai investir no Curdistão iraquiano

O conglomerado petrolífero russo Rosneft anunciou hoje que chegou a acordo com as autoridades do Curdistão iraquiano, mediante o qual vai pagar até 400 milhões de dólares (339 milhões de euros) para explorar os seus vastos recursos em hidrocarbonetos.

O preço pago para assumir uma posição de 80% em cada um dos cinco blocos envolvidos variará entre "40 milhões e 110 milhões de dólares e pode atingir um total de 400 milhões de dólares", com metade pagável com o petróleo extraído no projeto, indicou o grupo controlado pelo Estado russo, em comunicado.

Este grupo, que está sob sanções ocidentais por causa da crise na Ucrânia e dirigido por um dos mais próximos colaboradores de Vladimir Putin, Igor Setchin, não especificou a localização dos projetos, que, assegurou, representam reservas estimadas em 670 milhões de barris de petróleo.

A exploração está prevista para começar em 2018 e a produção em 2019, avançou a Rosneft, que anunciou recentemente estar em negociações com as autoridades do Curdistão para aí construir uma rede de gasodutos.

Este acordo acontece três semanas depois do "sim" massivo no referendo de independência controverso no Curdistão e quando o exército iraquiano está a recuperar quase todas as zonas de que os combatentes curdos se tinham apoderado desde 2003.

O golpe mais duro para os curdos foi a perda dos campos petrolíferos de Kirkuk, que arruína a sua esperança de um Estado independente destacado do Iraque.

Até agora, cerca de três quartos da produção petrolífera de Kirkuk eram exportados pelo Curdistão, contra a vontade de Bagdade.

A Federação Russa, que tem vários interesses económicos no Curdistão, já disse considerar "com respeito as aspirações nacionais curdas", ao mesmo tempo que apelou ao diálogo para encontrar "uma fórmula de coexistência".