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Portuguesa Raize contrata Haitong Bank para preparar entrada em bolsa

Portuguesa Raize contrata Haitong Bank para preparar entrada em bolsa

A empresa portuguesa Raize contratou o banco de investimento Haitong Bank e a sociedade de advogados Uría Menéndez para preparar a sua entrada em bolsa, disse hoje em comunicado.

José Maria Rego, um dos fundadores da empresa que gere uma plataforma de empréstimos a micro e pequenas empresas, disse, citado em comunicado, que "os processos normais de diligência e análise devem ficar concluídos durante o segundo trimestre" e que, nessa altura, a Raize poderá fazer o "anúncio formal [de entrada em bolsa] e subsequente colocação junto dos investidores".

A Raize diz que, dos mais de 19 mil investidores com que já trabalhou, "muitos já manifestaram interesse em participar na operação", considerando que isso é "um excelente indicador de procura de mercado".

A entrada em bolsa deverá será feita através da Euronext Lisboa, com a oferta de ações a dirigir-se a clientes particulares e investidores institucionais. A oferta de ações será inferior a cinco milhões de euros.

A Raize é uma 'fintech' (empresa tecnológica de serviços financeiros) que gere uma plataforma em que "as pessoas emprestam diretamente às empresas portuguesas", sendo que, segundo a própria, mais de 19 mil investidores já emprestaram 13 milhões de euros em 650 operações de empréstimos a Pequenas e Médias Empresas (PME).

O objetivo da entrada em bolsa é alargar a base acionista.

Atualmente, os acionistas da Raize são os seus fundadores - António Marques, Afonso Eça e José Maria Rego -, as empresas Simum, Partac e Parinama (ligadas às famílias Champalimaud e Salvador Caetano, segundo a Raize) e o empresário Luís Delgado, que recentemente adquiriu as revistas que pertenciam ao grupo Impresa, como a Visão.

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O fundador da Raize José Maria Rego considerou também hoje, em comunicado, que a entrada da empresa em bolsa poderá servir como "catalisador para a colocação de mais PME em mercado".

Já Afonso Eça afirmou que "não há razão para não haver mais empresas portuguesas cotadas na bolsa", considerando que é necessário dinamizar o mercado de capitais em Portugal.

A oferta em bolsa será dirigida a investidores de retalho e institucionais e inferior a cinco milhões de euros.

A Raize opera como instituição de pagamentos, supervisionada pelo Banco de Portugal.

No seu 'site' na Internet a empresa explica como podem os particulares e as empresas participar nesta plataforma.

Quanto às empresas, a Raize diz que faz estudos gratuitos sobre a situação da companhia interessada em obter financiamento e que o empréstimo de investidores tem taxas a partir de 3,0% (sem garantias reais), a ser pago mensalmente.

A Raize afirma que concede empréstimos "sem exigir garantias reais aos sócios e acionistas", uma vez que acredita "que as boas empresas devem ser livres para realizar os seus investimentos" com base na sua gestão "e não no património dos sócios e acionistas".

Já quanto aos investidores, estes podem escolher as empresas a que querem emprestar o seu dinheiro, podendo ser várias ao mesmo tempo, assim como o montante e a taxa de juro.

O montante a investir pode ser a partir de 20 euros por empresa, diz a Raize, que afirma não cobrar quaisquer comissões aos investidores.

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