Economia

Qatar no Conselho de Cooperação do Golfo apesar de bloqueio contra Doha

Qatar no Conselho de Cooperação do Golfo apesar de bloqueio contra Doha

O Qatar estará presente na cimeira do Conselho de Cooperação do Golfo, apesar do bloqueio económico e político contra Doha por parte de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito, disse hoje o ministro qatari dos Negócios Estrangeiros.

"Participarei no conselho de ministros de segunda-feira e o emir do Qatar, o xeque Tamim ben Hamad al-Thani, assistirá à cimeira", revelou o ministro dos Negócios Estrangeiros qatari.

A cimeira do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) - organismo que integra Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein, Omã e Qatar - realiza-se na terça-feira e na quarta-feira, na cidade do Kuwait.

O convite à participação do Qatar foi endereçado pelo Governo kuwaiteano, pese embora o Bahrein, que pediu a suspensão do Qatar do CCG, tenha-se insurgido e exercido pressão contra a presença dos qataris.

O rei do Bahrein, Hamad Bin Isa al Jalik, disse mesmo que não estará presenta na cimeira caso o Qatar tivesse alguma representação oficial.

Em 05 de junho de 2017, a Arábia Saudita, o Bahrein, os Emirados Árabes Unidos e o Egito romperam relações diplomáticas com o Qatar, acusado de apoiar grupos "terroristas", uma sugestão desmentida por Doha, e de uma aproximação ao Irão.

Foram interrompidas as ligações aéreas e marítimas com o Qatar e encerrou a única fronteira terrestre com o emirado qatari, desencadeando a mais grave crise regional desde a guerra do Golfo de 1991.

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Após o início da crise com os países do Golfo, o emirado reforçou as relações com a Turquia, e com o Irão, em particular para garantir a importação de produtos alimentares.

O Fundo Monetário Internacional considerou que o impacto económico das tensões diplomáticas em torno do Qatar tem sido limitado, mas uma crise prolongada poderá enfraquecer o crescimento a médio prazo em todo o Golfo.

"A fratura diplomática entre o Qatar e os países vizinhos tem tido um impacto limitado na economia do Qatar e o seu impacto sobre a região tem sido atenuado a curto prazo", declarou o diretor do FMI para o Médio Oriente e Ásia central, Jihad Azour.

Nas perspetivas económicas regionais publicadas agora, o FMI advertiu que se a crise se prolongar terá um impacto negativo no crescimento a médio prazo do CCG.

"Uma clivagem prolongada poderá enfraquecer as perspetivas de crescimento a médio prazo, não apenas para o Qatar, mas também para os outros países do CCG", referiu o relatório.

Em finais de outubro, em Washington, O emir do Qatar acusou explicitamente os quatro países que desencadearam o bloqueio económico e político contra Doha de tentarem derrubar o seu regime, numa entrevista à cadeia televisiva norte-americana CBS, transmitida no domingo.

"Eles querem uma mudança de regime. Isso é evidente", declarou o xeque Tamin ben Hamad al-Thani, ao programa "60 Minutos".

"A história ensina-nos que eles já tentaram, em 1996, quando o meu pai se tornou emir. E, nestas últimas semanas, eles recomeçaram de forma evidente", afirmou.

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