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Quarto seguimento do cabo submarino entra em funcionamento em 2019 em São Tomé

Quarto seguimento do cabo submarino entra em funcionamento em 2019 em São Tomé

São Tome e Príncipe "terá uma capacidade invejável" dos serviços de telecomunicações a partir de 2019, com a entrada em funcionamento do quarto seguimento do cabo submarino, já amarrado no arquipélago, garantiu hoje a Companhia São-tomense de Telecomunicações (CST).

"Isso vai melhorar significativamente os serviços de telecomunicações a todos os níveis, particularmente nos serviços da Internet", disse à Lusa Emery d'Alva, diretor de Marketing da CST.

O quarto seguimento do cabo submarino foi amarrado na passada quinta-feira na Praia Melão, cerca de quatro quilómetros a norte da capital e entrará em funcionamento a partir do primeiro trimestre de 2019.

São mais de 4.500 quilómetros de cabo em direção a África do Sul, passando por Angola e pela Namíbia que vai conectar o arquipélago.

Emery d'Alva falava à Lusa à margem de uma conferência Fake News Cheking, realizada hoje na capital são-tomense envolvendo em simultâneo, através de videoconferência quatro países africanos (Cabo Verde, Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe) e Portugal, no âmbito de uma conferência organizada pela Associação Internacional de Comunicação de Expressão Portuguesa (AICEP).

Cinco anos depois de lançado o cabo submarino que saiu da França até São Tomé e Príncipe, o arquipélago está a executar a segunda fase do projeto, avaliado em 700 milhões de dólares (592 milhões de euros) e envolve 20 entidades de 18 países.

"Iniciou-se agora a construção. Vai ser feita ao longo da parte sul da costa ocidental africana, ou seja esse cabo vai ligar São Tomé à África do Sul, passa pela República Democrática do Congo, Namíbia e Angola", acrescentou.

Emery d'Alva referiu ainda que a entrada em funcionamento do seguimento do cabo submarino significa "mais serviços" para os clientes, significa continuar a oferecer "mais capacidades a um preço cada vez mais competitivo", lembrando que nos últimos cinco anos, altura em que foi lançado o cabo, os preços das telecomunicações em são Tomé e Príncipe "reduziram-se mais de 10 vezes".

A companhia são-tomense de telecomunicações é a principal acionista da STP Cabo, com 74,5% de capital.

O governo são-tomense, por intermédio do ministro das Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente, Carlos Vila Nova, considera que a chegada do quarto seguimento do cabo submarino a São Tomé significa "uma capacidade de ligação invejada".

O diretor-geral da segunda operadora das telecomunicações, Unitel e administrador da STP Cabo, José Sonemberg considera que o seguimento do cabo submarino vai permitir "uma redundância na comunicação internacional" do país.

"Vai resolver os problemas que enfrentamos hoje de cortes constante na fibra e que lesa os nossos clientes e a qualidade dos nossos serviços", concluiu.