Economia

Região dos vinhos de Lisboa quer duplicar vendas no Norte em cinco anos

Região dos vinhos de Lisboa quer duplicar vendas no Norte em cinco anos

O presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa estima que dentro de cinco anos o Norte do país aumente para o dobro o consumo atual do vinho da região de Lisboa, explicando que a estratégia passa pela restauração.

Em entrevista à Lusa, à margem de uma ação de provas de vinhos da região de Lisboa que decorreu na cidade do Porto, o presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, Vasco D'Avillez, explicou que atualmente a cota de mercado dos vinhos de Lisboa "anda à volta de 5%" e que dessa quota "1% é na região Norte".

O objetivo a cinco anos é duplicar, ou seja passar para 2% a cota de mercado dos vinhos de Lisboa no Norte de Portugal.

"É um objetivo da Comissão Vitivinícola da região de Lisboa (CVRL), porque a gente tem de (...) chegar à restauração, porque o público depois vai prová-lo na restauração", explicou Vasco D'Avillez, reconhecendo que o Norte é "um mercado muito interessante", porque a pessoas "gostam de vinho, compram vinho e, se provarem os vinhos [de Lisboa], passam a comprar também".

"As pessoas aqui [do Norte] estão educadas, treinadas e a cultura delas é feita com base noutros produtos de vinhos. As pessoas aqui conhecem bem o vinho verde, aliás é interessante pensar que se no Porto se produzisse vinho, se houvesse vinhas aqui na cidade era vinho verde. Não era vinho do Porto, que tem de ser produzido noutro lado", acrescentou.

A Região Vitivinícola de Lisboa tem atualmente 103 produtores e produz um milhão de hectolitros de vinho por ano.

Segundo descreveu o presidente da CVRL, os vinhos de Lisboa caracterizam-se com vinhos brancos com "mineralidade" e "tintos encorpados e com fruta" que, em geral, são "bebidos novos", para além do binómio preço/qualidade ser "imbatível".

A CVRL avançou hoje que a região de vinhos de Lisboa ia terminar o ano de 2017 com 40 milhões de garrafas vendidas.

"Vamos acabar o ano com 40 milhões de selos", declarou Vasco D'Avillez, explicando que esse número corresponde a 40 milhões de garrafas.

Desses 40 milhões de garrafas, há 30 milhões que são exportadas, o que dá aproximadamente "cinco milhões de caixas", o que equivale a "aproximadamente 100 milhões de euros" para a economia portuguesa.

"É muito importante isto para a nossa economia", assumiu o presidente da CVRL, referindo que o principal mercado de destino de exportação são os EUA, que "está a crescer", além dos mercados da Europa do Norte -- Suécia e Noruega -- e o Brasil, um país "que apesar das crises, tem continuado a ser um ótimo mercado e a crescer".

A China é um mercado emergente, concluiu.

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