Economia

Santander Totta quer continuar com posição na SIBS

Santander Totta quer continuar com posição na SIBS

O presidente executivo do Santander Totta, António Vieira Monteiro, afirmou hoje que a instituição quer continuar com posição na SIBS, que gere a rede Multibanco, e admitiu a possibilidade de um parceiro estratégico para a empresa.

"Nós não somos contra a venda, nós não vendemos é a nossa posição", garantiu o presidente executivo aos jornalistas durante a conferência de imprensa dos resultados do Santander Totta de 2017, em Lisboa.

"Os outros bancos são livres de fazer o que entenderem e respeitamos muito a posição de cada um", acrescentou, salientando que o Santander Totta também não é contra a existência de um parceiro estratégico para a empresa que gere a rede Multibanco.

A SIBS "precisa de alguém que alavanque nalgumas matérias, embora se deva dizer que, comparativamente a muitas das empresas que existem no mercado internacional, a SIBS é uma empresa bastante desenvolvida e bastante inovadora", sublinhou.

António Vieira Monteiro está otimista de que os bancos que compõem a estrutura acionista da SIBS venham chegar a um acordo.

Questionado sobre se admitia aumentar a posição na SIBS, o presidente executivo do Santander Totta disse tal não foi pensado ainda.

Sobre como vê a evolução da banca portuguesa este ano, Vieira Monteiro disse que se tem vindo a assistir a uma melhoria das instituições financeiras "no sentido de diminuição daquilo que são os seus níveis de NPL [sigla em inglês de 'non-performing loans', os créditos malparados] e têm conseguido vir a melhorar a sua rentabilidade".

Além disso, "também simultaneamente estão cada vez mais rigorosos na área dos custos", afirmou.

"Assistimos efetivamente a toda esse trabalho que tem vindo a ser feito, esse trabalho vai produzir resultados, já produziu resultados em 2017 (...), mas em 2018 penso que os outros bancos vão melhorar a sua situação, não tenho dúvidas", acrescentou.

Relativamente às taxas de juro, o gestor disse que estas mantêm "uma certa evolução estável" e que só a partir de 2019 é que "se verá alguma subida", sendo este o cenário com que o banco está a trabalhar este ano.

Sobre as criptomoedas, Vieira Monteiro disse desconhecer qual foi o montante feito em pagamentos através das moedas digitais em Portugal, embora tenha havido subscrições desta divisa.

"Se já estão a utilizar nos vários pagamentos, não sei. A única coisa que sei é que as criptomoedas têm vantagens, pela estabilidade do preço que trazem, mas também têm alguns problemas que têm a ver com a situação sigilosa dessas moedas", disse.

O Santander Totta está atento à evolução das criptomoedas.

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