Economia

Wall Street encerra sem rumo com as taxas de juro da dívida EUA a pressionarem

Wall Street encerra sem rumo com as taxas de juro da dívida EUA a pressionarem

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo definido, com as taxas de juro norte-americanas a pressionarem os índices bolsistas, apesar de as empresas terem divulgado resultados melhores do que o esperado pelos analistas.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice Dow Jones Industrial Average foi o único a fechar com ganhos, ao avançar 0,14% (37,32 pontos), para as 26.186,71 unidades.

O Nasdaq perdeu 0,35% (25,62), para os 7.385,86 pontos, e o S&P500 recuou 0,06% (1,83), para os 2.821,98.

"Como acontece em cada início do mês, os capitais frescos fizeram subir os índices antes da realização de ganhos", comentou Karl Haeling, da LBBW, acrescentando que "a tensão sobre o mercado obrigacionista" foi depois responsável pela baixa das cotações, acrescentou.

A taxa das obrigações do Tesouro a 10 anos atingiu hoje o seu valor mais alto desde abril de 2014, nos 2,792% contra depois dos 2,705% da véspera. Desde o início do ano, já valorizou 15%.

Já a relativa à dívida a 30 anos ultrapassou os 3% pela primeira vez desde maio último, ao atingir os 3,030% depois dos 2,935 na noite de quarta-feira.

As taxas continuaram a sua subida depois "do anúncio na quarta-feira (pelo Departamento do Tesouro) da colocação no mercado de dívida norte-americana em quantidade superior ao previsto", detalhou Haeling, acrescentando que "a emissão total da dívida deve duplicar este ano".

Mais dívida colocada no mercado significa preços menos elevados e taxas de juro mais altas, com preços e taxas a evoluírem em sentido inverso.

Taxas de juro mais elevadas criam uma concorrência mais forte ao mercado de ações, uma vez que os investidores ficam mais tentados a investir num ativo mais remunerador e que apresenta poucos riscos.

Não obstante, a sessão beneficiou do desempenho da Facebook.

A empresa desta rede social beneficiou largamente da divulgação dos seus resultados, em nítida alta, apesar da diminuição, no final de 2017, do tempo que os seus utilizadores passam na plataforma. O título avançou 3,32% e alcançou um máximo histórico de 193,09 dólares.

Os títulos do setor da energia também beneficiaram da subida da cotação do petróleo. O subíndice que os agrupa no S&P500 ganhou 1,10%.