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Wall Street fecha em baixa com os investidores cautelosos com a reforma fiscal

Wall Street fecha em baixa com os investidores cautelosos com a reforma fiscal

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, com os investidores a acolherem com precaução o otimismo dos republicanos com a aprovação da sua proposta de reforma fiscal.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average perdeu 0,43% (100,12 pontos), para as 23.358,24 unidades, e o Nasdaq 0,15% (10,50), para as 6.782,79.

O S&P500, por seu turno, abandonou 0,26% (6,79), para os 2.578,85 pontos.

No conjunto da semana, o Dow Jones recuou 0,27%, o Nasdaq avançou 0,46% e o S&P500 desvalorizou 0,13%.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, tentou ser tranquilizador hoje, afirmando na cadeia televisiva CNBC, que a futura reforma fiscal a aprovar no Congresso estaria "na secretária do presidente para ser assinada antes do Natal", um dia depois da adoção do texto pela Câmara dos Representantes.

Um calendário "extremamente apertado", reagiu Howard Silverblatt, da S&P Dow Jones Indices. Mickey Levy, da Berenberg, pormenorizou que "ainda faltam respetivamente 12 e 16 dias na agenda de trabalho dos Representantes e do Senado".

Ao mesmo tempo, a renegociação delicada do limite da dívida deve ficar terminada durante o mês de dezembro para evitar a suspensão do funcionamento do aparelho de governo federal, o designado 'shutdown'.

"Eu tomo (a declaração de Mnuchin) ao contrário: se a lei não estiver no gabinete de Donald Trump em 25 de dezembro, há fortes probabilidades de nunca vir a estar", considerou Christopher Low, da FTN Financial.

Antes desta data, a aprovação de uma versão do texto pelos senadores, prevista para depois de 26 de novembro, pode fracassar, dado que existem vários senadores republicanos "independentes pouco dispostos a mostrarem-se solidários" com o partido, apontou.

Se passar no Senado, ainda fica a faltar uma etapa de peso, a saber, a construção de um texto comum das duas câmaras do Congresso, que implica resolver os pontos de discórdia, designadamente o calendário dos cortes nos impostos para as empresas.