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Alberto João Jardim quer canal de televisão regional

Alberto João Jardim quer canal de televisão regional

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, defendeu esta terça-feira a criação de um canal de televisão regional, reiterando as críticas à RTP-Madeira, que diz não ter qualidade.

"Nós temos aqui uma televisão oficial pública, mas que é o braço de política colonial, não diz nada aos madeirenses, não tem qualquer qualidade, não representa nada para o povo madeirense", afirmou Alberto João Jardim, no Funchal, onde inaugurou o novo "call center" da Zon Madeira.

O chefe do Executivo madeirense considera estar na altura de, no próximo mandato, o futuro Governo da região "pensar numa televisão regional, que existe já noutros países europeus que têm regiões politicamente descentralizadas".

Alberto João Jardim reconheceu que se poderá questionar esta iniciativa num momento em que o Governo de coligação PSD/CDS-PP "fala em privatizar a televisão", justificando, contudo, que "estas coisas têm que se fazer é bem de raiz".

"A RTP, também aqui na Madeira, é uma estrutura tão cara, tão cara, que eu não acredito que alguém lhe queira pegar, a não ser um desses pequenos 'Murdochs' que temos aqui pela Madeira, só se for um desses indivíduos que queira perder dinheiro", acrescentou, desafiando o presidente da comissão executiva da Zon Multimedia, Rodrigo Costa, para aferir em que condições, mas "o mais barato possível", a Região Autónoma da Madeira "poderá pensar em ter aqui uma televisão regional".

Na cerimónia, o presidente do Executivo madeirense abordou ainda os custos que os operadores e a própria região têm no aluguer do cabo submarino, que assegura as telecomunicações no arquipélago e para fora deste.

"Penso que está na altura, agora que as novas tecnologias representam reduções de preço, todos nós em conjunto e com o Governo da República revermos o porquê de preços tão altos pela utilização, neste momento, do cabo submarino", declarou Alberto João Jardim, considerando que os valores praticados não "interessam nem à região nem aos operadores".

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