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Angélico Vieira morreu

Angélico Vieira morreu

Angélico Vieira foi declarado morto. O Hospital de Santo António confirmou, às 23.40 horas desta terça-feira, o óbito do actor e cantor, de 28 anos. A notícia foi recebida com calma pelos fãs que se encontravam à porta do hospital.

O óbito foi declarado "após a confirmação do estado de morte cerebral", adiantou aos jornalistas o assessor de Imprensa daquela unidade hospitalar.

"Sandro Milton Vieira Angélico faleceu hoje, em consequência das graves lesões provocadas pelo acidente de viação de que foi vítima. O óbito foi declarado após confirmação da morte cerebral", anunciou, numa breve declaração, mas sem confirmar a hora exacta.

O pior receio de família, amigos e fãs confirmou-se: Angélico Vieira não resistiu aos ferimentos sofridos num acidente de viação, na madrugada de sábado. Porém, os fãs reagiram em silêncio à comunicação, o que contrastou com a tarde ruidosa em que cantaram músicas de Angélico, gritaram e choraram. Passaram quase 10 minutos após o anúncio quando se ouviu um grito. E os fãs preferiram colocar cartazes com dedicatórias ao cantor junto da porta do hospital.

Segundo apurou o JN, o adiamento sucessivo da comunicação oficial, desde as 20 horas até perto da meia noite, deveu-se a "questões processuais" que terão tido a ver com a doação de órgãos, que a família acabara por aceitar. O anúncio da morte estava dependente de um contacto dos familiares, que deixaram o hospital ao princípio da noite. O corpo iria, depois, ser transportado para o Instituto de Medicina Legal do Porto para autópsia.

O estado de saúde do cantor havia piorado ao longo do dia e o sistema de suporte de vida acabou por ser desligado, depois de os médicos terem declarado a sua morte cerebral.

Segundo informações confirmadas pelo JN, os sinais vitais de Angélico Vieira começaram a diminuir ao final da manhã e situação era "irreversível".

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Porém, o óbito só foi declarado após uma nova verificação dos sinais vitais. A família do actor já sabia que devia contar com o pior.

Durante o dia, à porta do hospital, fãs e amigos choraram de dor, criando um ambiente de grande consternação e tristeza.

Ao final da tarde, a polícia chegou a cortar o trânsito na Rua de Campo Mártires de Pátria e retirou dezenas de fãs do cantor da escadaria principal do hospital, uma vez que muitos chegavam e partiam constantemente do local, entupindo o acesso à sala de espera das visitas. E a polícia temia que os ânimos ficassem mais exaltados quando se confirmasse a morte de Angélico. Houve mesmo uma fã que desmaiou.

No entanto, porque a notícia demorava a chegar, a polícia ora impedia, ora permitia a passagem para a escadaria, embora muitos continuassem atrás das fitas que vedavam a zona.

Quanto à rapariga que ficou gravemente ferida no acidente, os jornalistas receberam, durante a tarde, a informação de que teria sido transportada para o Hospital de São João, mas fonte oficial do "Santo António" não confirmou esse dado e apenas tinha a informação de que a vítima ainda estava nesta unidade.

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