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Director da BBC proíbe qualquer conteúdo irónico sobre muçulmanos

Director da BBC proíbe qualquer conteúdo irónico sobre muçulmanos

A palavra censura é, para muitos, coisa do passado. Hoje fala-se antes em "sensibilidade multi-cultural", em atitudes "politicamente correctas" e até respeito. Qualquer que seja a definição, as medidas implícitas são, essencialmente, as mesmas: proibição de conteúdo que possa ser ofensivo.

Segundo o director-geral da BBC, Mark Thompson, no Reino Unido de hoje, a audiência mais susceptível é a comunidade muçulmana e, por isso mesmo, quaisquer piadas, comentários irónicos ou sensíveis sobre o Islão foram proibidos em toda a programação da estação. Thompson, católico praticante, defende que esta é uma questão de "sensibilidade" para um grupo religioso minoritário no Reino Unido "que ainda não se integrou totalmente".

"O que a identidade cristã representa para o grande público é diferente do que para as pessoas para quem a religião está directamente associada à sua identidade étnica", disse o director-geral, já acusado de favorecer o Islão. A explicação surgiu após um forte ataque do cómico Ben Elton que defende que a "BBC tem medo de fazer piadas sobre o Islão". Não foi a primeira vez que Elton atirou críticas à estação pública. Já em Abril, o produtor tinha dito que a BBC tem medo de "provocar os radicais muçulmanos mas deixa passar piadas sobre padres cristãos". Na altura, um porta-voz da BBC afirmou que "nenhum tema é proibido nas comédias produzidas pela BBC". No entanto, numa admissão de auto-censura, foi o homem-forte da BBC quem falou assumindo que existem diferenças de trato para as várias religiões.

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