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Governo convida Mário Crespo para correspondente da RTP em Washington

Governo convida Mário Crespo para correspondente da RTP em Washington

O jornalista da SIC Notícias Mário Crespo foi convidado pelo Governo para correspondente da RTP em Washington, de acordo com a edição on-line do semanário Expresso.

Contactado pelo JN, o ministro Miguel Relvas, que tutela a Comunicação Social, optou por não comentar o convite a Mário Crespo, alegando não ser o momento oportuno para prestar declarações por se encontrar num jantar. E remeteu para o presidente do Conselho de Administração da RTP, Guilherme Costa, qualquer informação sobre o alegado convite a Mário Crespo.

O jornalista da SIC, porém, não desmentiu a abordagem do governante. "Não me foi feita nenhuma proposta formal. Mas é um lugar que me honraria muito nesta fase da minha carreira e para o qual me sinto habilitado", declarou Mário Crespo ao Expresso.

A RTP está sem correspondente em Washington desde Março, já que o jornalista Vítor Gonçalves teve de regressar a Lisboa para integrar a nova direção de informação da estação, após as saídas de José Alberto Carvalho e de Judite de Sousa da RTP para a TVI.

A nomeação de correspondentes da RTP está sob a alçada da direcção de informação e precisa da aprovação da administração. Mas estas nomeações também têm regras internas muito definidas e os jornalistas da casa têm "direito de preferência" sempre que há vagas para colocações no estrangeiro.

O convite a Mário Crespo está, por esta razão, a causar algum mal-estar na RTP, até porque, segundo o Expresso Online, a administração foi apanhada de surpresa.

Os Estados Unidos da América foram o primeiro país onde Crespo trabalhou após sair da África do Sul, em 1981. Lá, esteve como tradutor do "Voz da América", o serviço oficial de radiodifusão internacional do Governo americano. Só em 1982 é que entrou na RTP. Refira-se que, tal como agora, em que integra os quadros da Impresa, já em 1989, o jornalista deixou a estação pública para se dedicar ao projecto 'Capital', também detido por aquele grupo de Pinto Balsemão. O regresso à RTP deu-se cerca de um ano depois.

O alegado convite do Governo surgiu no mesmo dia em que arrancou o prazo de 60 dias, publicado em Diário da República, para um grupo de trabalho, liderado por João Duque, definir o conceito de "Serviço Público de Comunicação Social". Será com base neste trabalho que a Tutela se propõe a efectuar alterações no grupo RTP e ainda na agência Lusa.

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