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"Caia quem caia": Entretenimento interventivo

"Caia quem caia": Entretenimento interventivo

José Pedro Vasconcelos, Joana Cruz, Pedro Fernandes, Filipe Cardoso, João Pedro Santos e Gustavo Vargas definem o que fazem em "Caia quem caia", em exibição na TVI, como "entretenimento interventivo".

Fizeram-no na primeira apresentação aos jornalistas. O encontro decorreu nos novos estúdios da TVI. Miguel Rocha foi o único ausente, pois, deslocara-se à Guarda, cidade que acolheu ontem o Presidente da República.

José Pedro Vasconcelos recorreu a uma analogia com "a casa de espelhos que existia na Feira Popular, em Lisboa", para descrever a essência de "Caia quem caia", projecto em que estão envolvidos perto de 40 profissionais. "Somos espelhos brincalhões da realidade, não a inventamos, servimo-la de uma forma diferente". Pedro Fernandes acrescentou: "Fazemos as perguntas que vão na cabeça de muitas pessoas e que não têm coragem para tal". Às vezes acontece é que "o entrevistado tenta ter graça, e graça com graça, dá desgraça" elucidou.

"O fato preto serve de escudo quando as coisas não correm tão bem", numa espécie de "jogo de sedução que se estabelece entre o caçador e o caçado", disse Vasconcelos. Até porque, "a arma mais letal é a câmara de filmar e microfone", sendo que "as pessoas querem ficar bem na fotografia". Com educação e diplomacia, "para manejar o gatilho da arma, consegue-se desmanchar o boneco". Todos elegeram as próximas eleições, "como filão humorístico para 2009". Porém, Joana Cruz refutou a ideia de se reduzir o formato a "apanhados". Aliás, a rubrica "Proteste já" é paradigmática do embrulho jornalístico de que se reveste.

Segundo Filipe Cardoso, que não é jornalista, "há um núcleo de cerca de quatro pessoas, algumas com formação em comunicação social, que fazem um trabalho aprofundado de pesquisa acerca de casos que atinjam uma comunidade". Objectivo? "Confrontar os responsáveis para garantir uma solução, e não sairmos dali enquanto o problema não for resolvido, custe o que custar".

Quem não faltou foi José Eduardo Moniz, director-geral da TVI, que chegou a pôr os óculos escuros da praxe. O responsável confirmou apenas a primeira série de 13 emissões: "A renovação da temporada ainda não foi decidida". E se fosse apanhado? "Quem anda à chuva, molha-se", respondeu. Quanto à hipotética discrepância entre o "target" de "Caia quem caia" e o tradicional público do canal referiu: "Somos uma estação generalista e não ficamos encurralados num gueto. Este programa insere-se no nosso código genético, é atrevido e ágil, tal como as nossas marcas distintivas", rematou.

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