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Equipa médica reuniu com pais de Angélico

Equipa médica reuniu com pais de Angélico

O Hospital de Santo António deverá confirmar nas próximas horas o óbito de Angélico Vieira. Uma equipa médica reuniu ao fim do dia com a família do cantor, que abandonou entretanto o hospital.

Segundo a assessoria da unidade hospitalar, ainda esta noite será divulgada uma comunicação oficial. No entanto, questões "processuais", não especificadas pelo hospital, estão a adiar esse comunicado.

À porta do hospital, o ambiente é de tristeza e consternação. A polícia cortou o trânsito na Rua Campos Mártires da Pátria e retirou os fãs que se encontram na escadaria principal do Hospital.

A esperança de família e amigos na recuperação de Angélico Vieira esvai-se. O estado de saúde do artista, que estava com prognóstico muito reservado, agravou-se. "O óbito não está declarado", limitou-se a dizer fonte oficial do Hospital de Santo António, no Porto.

Segundo informações confirmadas pelo JN, os sinais vitais de Angélico Vieira começaram a diminuir ao final da manhã e situação será "irreversível". Porém, o óbito só será declarado após uma nova verificação dos sinais vitais, o que deverá acontecer ainda ao final desta terça-feira. A família do actor já sabe que deve contar com o pior.

Logo que se confirme a total ausência de sinais vitais, a equipa clínica poderá desligar o sistema de suporte de vida e declarar o óbito. Será então realizada uma autópsia no Instituto de Medicina Legal do Porto.

Também se sabe que não haverá lugar a colheita de órgãos para doação, por determinação da família.

À porta do hospital, fãs e amigos choram de dor. O ambiente é de grande consternação e tristeza, temendo-se que seja confirmada, a qualquer momento, a morte de Angélico Vieira. Há também muitos curiosos, que chegam e partem constantemente, entupindo o acesso à sala de espera das visitas.

De manhã, o hospital tinha dito que Angélico Vieira continuava ligado ao ventilador, com todos os sinais vitais a serem suportados pelas máquinas.

"Continua com prognóstico muito reservado, ligado ao ventilador, sem evolução nenhuma em relação ao que foi falado ontem. É uma situação estável e à medida que o tempo vai passando, vamos ver como vai evoluir", disse José Polónia, chefe da equipa de urgência do Hospital de Santo António.

Questionado sobre um prazo expectável para se ter sinais de evolução, José Polónia disse que "não há prazos definidos, é preciso aguardar". Enquanto as funções vitais se mantiverem, "vai-se continuar com o suporte" de vida, mas "é evidente que à medida que o tempo passa a situação não melhora, vai-se tendo o prognóstico cada vez mais reservado e mais complicado".