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Ver programas de TV acelera sexo dos jovens

Ver programas de TV acelera sexo dos jovens

Os jovens iniciam cada vez mais cedo a sua actividade sexual. Segundo uma investigação do Hospital Pediátrico de Boston esse facto pode ser influenciado por um "mau consumo de televisão" dos mais novos.

São várias as teses sobre os efeitos nocivos da televisão junto das crianças e agora surgiu mais uma. Investigadores norte-americanos consideram que os programas para o público mais crescido, sem serem eróticos ou pornográficos, influenciam o início das relações sexuais.

O estudo contou com a participação de 754 pessoas que foram inquiridas durante dois momentos distintos. Durante a sua adolescência, entre os 12 e os 18 anos de idade, e cinco anos depois. Numa primeira fase registou-se, durante um tempo determinado, a quantidade de programação destinado aos mais velhos a que os jovens estiveram expostos. Na segunda, um inquérito sobre o início da actividade sexual de cada participante.

E concluiu-se que quanto mais cedo os jovens assistiam aos conteúdos, mais propensos ficavam ao início das relações sexuais. Aliás, por cada hora que assistam, durante mais de dois dias, a possibilidades de iniciarem a actividade em mais tenra idade aumentava 33%.

"A televisão e o cinema são as principais fontes de informação dos adolescentes sobre as relações pessoais e sexo. A nossa investigação revela que as suas atitudes sexuais e expectativas são introduzidas muito cedo nas suas vidas", explicou Hernán Delgado, um dos autores do estudo, citado pelo El Mundo. David Bickman, outro dos responsáveis, considera que o "entretenimento para adultos refere frequentemente as questões e desafios com que os adultos se deparam, incluindo a complexidade das relações sexuais". O problema, prossegue, é que "as crianças não têm nem a experiência de vida, nem o cérebro suficientemente desenvolvido para distinguir entre a realidade e a ficção".