Autárquicas 2013

Finanças acabaram com suspeitas sobre SRU, diz Rui Moreira

Finanças acabaram com suspeitas sobre SRU, diz Rui Moreira

Numa carta a Rui Moreira, a Inspeção-Geral das Finanças (IGF)esclarece que não houve lugar "a contraditório pessoal" no âmbito da auditoria à Porto Vivo porque os ex-membros do Conselho de Administração (CA), como é o seu caso, não foram visados no projeto de relatório. "Não fui inquirido porque nada havia a apontar", reage o candidato, para quem esta carta mostra que as acusações de que foi alvo "são mentira".

A 5 de setembro, escreveu à IGF pedindo informação no sentido de ter informações sobre a auditoria às contas da Porto Vivo, Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), uma vez que à data era presidente do Conselho de Administração.

Perante a falta de resposta, o candidato independente à Câmara do Porto acusou publicamente a ministra das Finanças de "fazer veto de gaveta" impedindo que o relatório viesse a público para favorecer o candidato do PSD, Luís Filipe Menezes. Mas a resposta chegou.

Segundo a IGF, "não tendo os ex-membros do CA da referida empresa, em exercício de funções no período temporal abrangido de 2010 a 2012, sido visados no antedito projeto de relatório, o qual não evidencia situações ou factos relevantes sobre os mesmos, não foram estes notificados pela IGF para o exercício de contraditório pessoal, pelo que, neste âmbito, não têm de se pronunciar a este propósito".

Instado a comentar a carta, Rui Moreira disse ao JN que está provado que as acusações de "candidaturas adversárias, que tentaram" atribuir-lhe "uma gestão incompetente" eram "mentira e difamatórias". Antes de mais, nota que "a IGF demonstrou isenção". "E aquilo que diz é que não fui inquirido nem vou ser ouvido nesta matéria, na medida em que não há nada nos factos apurados que coloque qualquer questão relativamente à minha gestão", entende. "Era a resposta que pretendia. O veto da ministra já não conta para nada", reagiu.

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