Autárquicas 2013

Candidato do PS e independente taco a taco em Sintra

Candidato do PS e independente taco a taco em Sintra

Nove décimas separam o independente Marco Almeida do socialista Basílio Horta na corrida à Câmara de Sintra, no estudo de opinião JN/Eurosondagem. A vítima é o social-democrata Pedro Pinto.

Era expectável que a entrada em cena do atual vice-presidente da Câmara, rejeitado como cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT, curto-circuitasse os equilíbrios eleitorais. A profundidade do "rombo" não deixa, porém, de surpreender.

Marco Almeida penetra, transversalmente, no eleitorado de quase todas as forças políticas. Deixa em cacos a representação da Direita e, em simultâneo "encolhe" o PS. Nem a CDU escapa ao ímpeto da candidatura independente do "n.º 2" de Fernando Seara - acompanhado na liça pelo "histórico" social-democrata António Capucho, que disputa a Assembleia Municipal.

O empate técnico indicia um "ombro a ombro" entre Marco Almeida e o deputado Basílio Horta até às eleições. Abrem-se, para os socialistas, perspetivas de regresso ao poder, apesar de o resultado ser um dos piores da história do partido no município (inferiores, só os 24,2% de 1979 e os 21,5% de 1985).

O PS pode vir a lamentar a divisão no seu campo político, provocada pela candidatura de Barbosa de Oliveira, que corre por conta própria. Ainda que o presidente da Junta de Freguesia de Queluz não passe dos 1,6% atribuídos por este estudo de opinião, esse reduzido número de votos pode ser decisivo para o desfecho do sufrágio.

O PSD, que destacou para o desafio sintrense um dos vice-presidentes, arrisca uma humilhação eleitoral, depois de mais de uma década de poder. Pedro Pinto não chega aos 20%, surgindo como o grande derrotado. Trata-se do segundo resultado mais baixo do partido, concorrendo sozinho ou em coligação (só os 13,2% das primeiras eleições, em 1976, são piores).

A avaliar pela tendência de voto detetada na sondagem, ganhe Marco ou Basílio, a primeira medida terá de ser o estabelecimento de alianças, para garantir governabilidade. Privado de maioria absoluta, o vencedor pode ser forçado a virar-se para comunistas e bloquistas, munidos de um vereador cada um.

Longe dos tempos áureos, a CDU regista o seu pior score, ficando pouco acima dos 10%. Em sentido contrário, o Bloco, liderado pelo deputado Luís Fazenda, sobe o suficiente para almejar a estreia de um representante na vereação. De fora, deverá ficar Nuno da Câmara Pereira. O ex-presidente do PPM contribui, ainda assim, para a queda abrupta da coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT.

Ficha técnica da sondagem

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem, S.A., para o JN, nos dias 14 e 15 de julho de 2013.

Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados.

O universo é a população com 18 anos ou mais, residente no concelho de Sintra, e habitando em lares com telefone da rede fixa.

Foram efetuadas 948 tentativas de entrevistas e, destas, 127 (13,4%) não aceitaram colaborar no estudo de opinião.

A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (feminino - 52,7%; masculino - 47,3%), e no que concerne à faixa etária, (dos 18 aos 30 anos - 18,0%; dos 31 aos 59 - 49,7%; com 60 anos ou mais - 32,3%) num total de 821 entrevistas validadas.

O erro máximo da amostra é de 3,42%, para um grau de probabilidade de 95%.

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