Autárquicas 2013

Corrida taco a taco pelo poder em Sintra

Corrida taco a taco pelo poder em Sintra

Basílio Horta ou Marco Almeida: para já empatados, um deles deverá suceder a Fernando Seara na Câmara de Sintra. Pedro Pinto, que encurtou distâncias, pode contudo vir a libertar-se da condição de "outsider".

Parece o regresso aos velhos tempos, entre 1982 e 1997, em que três partidos disputavam acesamente o poder na Câmara de Sintra, mas não é exatamente assim. Desta feita, há um independente de permeio, a candidatura da Direita revela muito menos força e os comunistas não são passageiros da carruagem da frente.

A avaliar pelos resultados do estudo da Eurosondagem para o JN, tudo está em aberto para as eleições do próximo dia 29. Face à sondagem de julho, o socialista Basílio Horta trocou de posição com o dissidente social-democrata Marco Almeida, mas a curta diferença de três pontos percentuais demonstra que o combate permanece muito renhido. Bem vistas as coisas, é um mandato a mais ou a menos que se joga.

Nenhum deles, com efeito, pode encomendar já o champanhe para a noite eleitoral. Até porque outro dado justifica relevo: o candidato da aliança PSD/CDS/MPT ainda não tem razões para atirar a toalha ao chão.

Pedro Pinto encurtou distâncias em relação aos rivais, não apenas por ter progredido quase dois pontos, mas porque ambos perderam intenções de voto - o deputado independente da bancada do PS fica, inclusive, ainda mais distante da percentagem obtida pelo partido há quatro anos (33,75%).

Ao ultrapassar a barreira dos 20%, o vice-presidente do PSD volta a acalentar esperanças, nesta fase de início da campanha eleitoral oficial, de se intrometer na batalha entre as duas candidaturas mais destacadas.

Apenas de 10,6 para 11,2%, é certo, mas também Pedro Ventura regista uma subida nesta sondagem. Tudo indica que, a manter-se o score atribuído à candidatura da CDU - semelhante ao obtido nas eleições de 2009 -, assegurará a obtenção de um lugar no Executivo.

Em queda (registava 7,4% no estudo de opinião realizado em julho), Luís Fazenda pode não conseguir fazer-se eleger. Mantém-se, ainda assim, acima dos 5,9% alcançados pelo Bloco de Esquerda nas últimas eleições.

Um cenário desta natureza pode produzir um executivo municipal pulverizado em quatro ou cinco forças políticas. A reclamar acordos pós-eleitorais, cujas caraterísticas não são para já identificáveis, que permitam tornar a Autarquia governável.

Ficha técnica

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem, S.A., para o JN, nos dias 12 e 13 de Setembro de 2013.Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados.O universo é a população com 18 anos ou mais, residente no Concelho de Sintra, e habitando em lares com telefone da rede fixa.Foram efetuadas 948 tentativas de entrevistas e, destas, 137 (14,5%) não aceitaram colaborar no estudo de opinião. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (feminino - 51,2%; masculino - 48,8%), e no que concerne à faixa etária (dos 18 aos 30 anos - 18,2%; dos 31 aos 59 - 49,1%; com 60 anos ou mais - 32,7%), num total de 811 entrevistas validadas. O erro máximo da amostra é de 3,44%, para um grau de probabilidade de 95,0%.

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