Autárquicas 2013

Menezes na frente e Moreira a crescer

Menezes na frente e Moreira a crescer

Luís Filipe Menezes continua na frente da corrida à Câmara do Porto. Rui Moreira encurta distância e Manuel Pizarro é cada vez mais terceiro. O efeito Nuno Cardoso parece estar a fazer sentir-se.

Apesar de ter baixado 0,5% em relação à sondagem de maio, o candidato do PSD à Câmara do Porto solidificou, cerca de dois meses volvidos, a liderança. Menezes atravessou, assim, praticamente sem mazelas, a tempestade política gerada pela mais recente crise governamental da coligação liderada pelo seu partido, não se deixando contaminar negativamente pelos arrufos Coelho-Portas. Porém, a maioria absoluta tão ansiada pelo autarca de Gaia é uma miragem. Se as eleições fossem hoje, Menezes teria de estender a mão a algum dos contendentes para garantir a governabilidade.

Seria, porventura, de esperar mais a esta distância do ato eleitoral de um candidato que começou a campanha primeiro do que os outros dois "grandes", que beneficia da condição mediática de ser autarca e de ser o que exibe a "máquina" mais poderosa. Basta lembrar que, em 2009, Rui Rio obteve, no Porto, 47,5%. Bem, mas Menezes vai à frente. E só ganha quem acaba à frente.

Alerta socialista

Seja como for, o social-democrata não pode dormir na forma. Rui Moreira, o candidato independente apoiado pelo CDS/PP, está mais perto (subiu 0,2%), provando que pode ter, até 29 de setembro, margem suficiente para continuar a escalada até ao topo. Mas, ainda que 7,3% de diferença possa parecer pouco, com um eleitorado tão tripartido, o independente precisará de "roubar", quase na exata medida, votos ao PSD e ao candidato socialista, Manuel Pizarro.

Ele que é um dos grandes derrotados desta auscultação da Eurosondagem. Pizarro já reconheceu que tinha contra si a falta de mediatismo, mas nem o chamado eleitorado clássico do PS ele parece segurar. A falta de notoriedade já não explica tudo. O médico passa de 24,8% para 22,5%, cifrando em dez pontos a distância para Menezes. Não, admira, por isso, que as sirenes de alarme entre socialistas se ouçam a milhas de distância. Não só Pizarro não capitaliza com o voto de protesto contra um Governo de Direita, como não consegue suster um resultado que, atendendo ao passado, é, no mínimo, sofrível. Em 2009, Elisa Ferreira obteve 34,7%. O suficiente, à luz destes números, para ganhar.

Contra Pizarro pode ter pesado outro fator chamado Nuno Cardoso. O ex-autarca e candidato independente (que ainda não fez campanha) alcança uns respeitáveis 3,6%. Ora, se olharmos para a Esquerda, podemos presumir que terá ido pescar votos ao PS e ao PCP, cujo candidato, Pedro Carvalho, baixou de 10,2% para 8,4% - mantendo, contudo, intacta a possibilidade de ser eleito e de constituir-se como um dos desequilibradores no cenário pós-eleitoral.

Ao invés, José Soeiro, o candidato do BE, ainda que comedido nas aparições e atos públicos, consegue subir 0,3% (para 4,6%). Para níveis, todavia, eleitoralmente inconsequentes.

Costa Pereira, candidato do PTP, queda-se pelos 0,3%.

FICHA TÉCNICA

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem, S.A., nos dias 24 e 25 de julho de 2013.

Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados.

O universo é a população com 18 anos ou mais, residente no concelho do Porto, e habitando em lares com telefone da rede fixa.

Foram efetuadas 925 tentativas de entrevistas e, destas, 115 (12,4%) não aceitaram colaborar no estudo de opinião.

A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (feminino - 51,1%; masculino - 48,9%), e no que concerne à faixa etária, (dos 18 aos 30 anos - 16,9%; dos 31 aos 59 - 49,9%; com 60 anos ou mais - 33,2%) num total de 810 entrevistas validadas.

O erro máximo da amostra é de 3,44%, para um grau de probabilidade de 95%.

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