Autárquicas 2013

Rui Moreira anuncia candidatura "sem partidos" ao Porto

Rui Moreira anuncia candidatura "sem partidos" ao Porto

O empresário Rui Moreira anunciou, esta quarta-feira, a sua candidatura "livre, independente e sem partidos" à Câmara do Porto nas próximas eleições autárquicas, garantindo que o seu "partido é a cidade do Porto".

"Sou candidato à presidência da Câmara numa lista livre, livre e independente - verdadeiramente independente - que se apresentará à Câmara Municipal, à Assembleia Municipal e a todas as freguesias sem exceção", disse Rui Moreira logo no início do seu discurso no mercado Ferreira Borges, no Porto.

Garantindo que "nesta lista só cabe o Porto, mas cabe o Porto todo", o presidente da Associação Comercial do Porto reiterou que a sua "candidatura livre e independente" foi "gerada e animada por um movimento espontâneo da sociedade civil".

"Na verdade, pela primeira vez em Portugal, ou, pelo menos, na vida das grandes cidades portuguesas, há uma candidatura autenticamente independente, sem ligação a qualquer partido, fação ou corrente partidária. (...) Todos o sabem: só tenho um partido. O meu partido é a cidade do Porto. O meu partido é o Porto", sublinhou.

Rui Moreira adiantou ainda que a candidatura "não será todavia um movimento contra os partidos ou contra as instituições e que "estará, sempre e em qualquer circunstância, contra toda e qualquer forma de populismo ou de demagogia".

"Portuenses: nós não queremos que o Porto seja uma cidade de negócios mirabolantes ou de iniciativas megalómanas. Nós temos um conceito, nós temos um valor, nós temos uma escala de valores: queremos fazer do Porto uma cidade de emprego, uma cidade de trabalho, queremos que o Porto volte a ser aquilo que sempre foi: a cidade do trabalho", disse, numa crítica implícita ao candidato social-democrata, Luís Filipe Menezes.

Estabelecendo como prioridades para a cidade "a coesão social, a economia e a cultura", Rui Moreira defendeu que "a administração autárquica tem de primar pelos princípios exemplares da competência, da transparência, da decência".

"Nós não vamos, em caso nenhum, desperdiçar nem desbaratar o capital que foi acumulado nos últimos anos por uma gestão rigorosa, que fez jus à expressão 'contas à moda do Porto'. Acreditamos firmemente que só o rigor e o escrúpulo na gestão dos dinheiros dos contribuintes são aceitáveis em democracia", destacou.

O candidato considera que "o Porto não quer ser uma segunda Lisboa, que tudo centraliza e que tudo asfixia" e que "quem quer fazer do Porto uma segunda Lisboa, fará dele uma Lisboa de segunda".

"E o Porto também não quer ser uma segunda ou terceira Barcelona, à maneira catalã", referiu, numa outra crítica ao seu opositor do PSD.

A candidatura de Rui Moreira tem "um propósito, um desígnio e um sonho": "eliminar a pobreza da face da nossa cidade, primeiro, aliviando as dificuldades e cuidando dos mais pobres e, depois, ajudando-os a combater as causas que os levaram à situação de necessidade".

Para o candidato, "por muito que a coesão social seja a prioridade imediata", é preciso "preparar os anos seguintes" e para isso "há que dar prioridade à economia, ao desenvolvimento económico".

"Queremos que o Porto seja, que o Porto venha ser uma cidade de oportunidades, a cidade da década 10 do século XXI", declarou.

Apesar de saber "que não é popular" nem está "na moda", o empresário tem um desígnio: "o nosso Porto tem orgulho nos seus velhos e quer que eles façam parte inteira da vida da cidade".

"Como presidente da câmara serei um permanente 'cultor' da cultura, mas nem por um minuto, nem por um segundo, interferirei na programação ou na autonomia programática dos produtores de cultura. Não há coisa mais nefasta à cultura e à democracia do que o dirigismo, a intromissão e a interferência política", afiançou.