Autárquicas 2013

Sondagens JN: PSD e PS empatam mas independentes dão sinal de força

Sondagens JN: PSD e PS empatam mas independentes dão sinal de força

PSD e PS surgem empatados no balanço às 11 sondagens autárquicas promovidas pelo JN. Cada partido ganha quatro municípios. Candidatos independentes dão sinal de força e saem vitoriosos em três confrontos.

O partido de Pedro Passos Coelho parece ter aguentado com resiliência as ondas de choque provocadas pela crise económica e governamental. E o desaire que muitos anteviam para a noite de 29 de setembro, afinal, e a crer no trabalho de campo da Eurosondagem em 11 municípios, pode, até, transformar-se numa coisa menos má.

O PSD leva a melhor no Porto, Aveiro, Braga e Viseu. Os socialistas igualam a façanha, com triunfos em Viana do Castelo, Lisboa, Guimarães (estes três bastante folgados) e Vila Real. Em abono da verdade, sublinhe-se que em Matosinhos, Braga, Sintra e Gaia o partido da rosa quase chega lá.

As lutas mais acesas têm Vila Real, Gaia e Sintra como palco. De resto, nas duas primeiras batalhas houve, inclusive, uma mudança na liderança, da sondagem de maio para a de julho. Em Vila Real, Rui Santos (PS) passou para a frente de António Carvalho (PSD); em Gaia, Guilherme Aguiar (independente) ultrapassou o socialista Eduardo Vítor Rodrigues. O caso de Sintra, sendo renhido (primeiro e segundo estão separados por 0,9%) não é comparável, uma vez que não foi houve lugar a sondagem em maio.

Peso dos independentes

Outra conclusão a tirar destas 11 radiografias políticas: já ninguém pode duvidar do poder de influência dos candidatos independentes, que alcançam três vitórias.

Assim, levam a melhor em Matosinhos (Guilherme Pinto), Sintra (Marco Almeida) e Vila Nova de Gaia (Guilherme Aguiar) e alcançam um bom score no Porto, com Rui Moreira.

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"O costume é que aquele que seria o candidato pelo partido 'x' ou 'y' e não foi escolhido pela estrutura local ou pela direção nacional" avance sozinho, referiu, à Lusa, a propósito do fenómeno dos candidatos independentes, o especialista José Adelino Maltês, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, para quem grande parte destes candidatos são "falsos independentes".

Já Para André Freire, os independentes "podem baralhar o jogo, desde logo à cabeça, na formação ou não de coligações". Estes candidatos, prosseguiu, "têm bastante importância, e não é só quando vencem. Também têm importância por penetrarem um determinado campo, dividindo esse campo político e, assim, propiciar a vitória do campo adversário", referiu ainda.

O caso do Porto justifica a pertinência da observação. Rui Moreira surge em segundo lugar, atrás de Luís Filipe Menezes, e conquista claramente votos à Direita e ao PS de Manuel Pizarro.

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