Autárquicas 2013

Pizarro anuncia investimento de nove milhões para Campanhã

Pizarro anuncia investimento de nove milhões para Campanhã

É o projeto do candidato socialista mais elogiado pelos adversários. A criação do Centro Empresarial de Campanhã, a edificar no antigo Matadouro Industrial, em S. Roque da Lameira, atrairá, "numa perspetiva conservadora", cerca de 75 empresas e criará 1500 postos de trabalho.

"É um projeto concreto, muito bem estudado, absolutamente sustentável do ponto de vista financeiro e com uma enorme importância em dois aspetos: permitirá revitalizar a economia do Porto gerando emprego, nomeadamente para os vinte mil desempregados que existem na cidade e para as pessoas que vão saindo das nossas universidades. E vai permitir toda a renovação urbana de uma das partes mais esquecidas da cidade, que é Campanhã", explicou esta terça-feira ao JN Manuel Pizarro.

O CEC compreende um "investimento de cerca de nove milhões de euros", mas para o qual, assegura o socialista, "há já vários parceiros privados interessados". A ideia, diz, "será a Câmara colocar o Centro a concurso e haver um parceiro privado que assegure o investimento e a gestão". Isto significa que terá "um custo ínfimo para o município, cuja responsabilidade terá a ver apenas com o arranjo do espaço público".

O projeto terá ainda uma terceira vantagem: "permitirá a ligação direta à estação de metro do Dragão, o que significa que as pessoas que moram em Campanhã terão muito mais mobilidade".

Talvez por isso Luís Filipe Menezes afirmou no último debate autárquico, segunda-feira, na Antena 1, que o CEC "é um bom projeto", manifestando disponibilidade para o acolher, caso seja ele o eleito.

Questionado sobre o elogio, Pizarro afirmou que uma das suas "dificuldades" com o adversário do PSD é o facto de "ele estar de acordo com todos os projetos, mas depois não ser capaz de explicar à cidade onde vai escolher fazer o investimento". E acrescentou: "Se gastar dinheiro do município com pontes para Gaia e um túnel por baixo do rio Douro para unir o Canidelo à Foz, não vai ter dinheiro para outros projetos".

Ao contrário, Pizarro diz ter a escolha feita. "Vou concentrar os recursos do município em atividades que promovem o emprego e a coesão social. Não vou realizar obras públicas megalómanas que não têm nenhum interesse para a cidade e que só servem para aumentar a despesa sem vantagem."

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