Autárquicas 2013

O largo de todas as campanhas em MAtosinhos

O largo de todas as campanhas em MAtosinhos

A sete dias das eleições, o Largo da Viscondessa, em Santa Cruz do Bispo, Matosinhos, foi palco de toda a azáfama da campanha concelhia. Ontem de manhã, Pedro da Vinha Costa, candidato do PSD, esperou pelo fim da missa para iniciar o comício.

Enquanto, mesmo ao lado, os apoiantes do candidato independente Guilherme Pinto acabavam de montar o palanque e de ajeitar bandeiras para o comício do candidato que se seguiria. Paula Fernandes, candidata do PS à União de Freguesias de Perafita, Lavra e de Santa Cruz do Bispo também por lá andava, com carro de som a apelar ao voto em António Parada, distribuindo canetas e camisolas. Nada faltou, no Largo da Viscondessa.

Em Santa Cruz do Bispo, o domingo correu, como sempre, devagar, com o povo a ver os aviões cruzar o largo e indo à missa, comprando a fruta para a semana ou a regueifa do padeiro Armindo. E pelo largo foi ficando, ouvindo um e outro.

Pedro da Vinha Costa explicou o simples que estará em causa, no domingo. "A escolha entre dois projetos: um do passado, protagonizado pelo PS oficial e o PS clandestino", começou por dizer. "São projetos iguais, só separados porque há dois galos e apenas um poleiro".

Ao JN, Pedro da Vinha Costa defendeu-se das acusações de Guilherme Pinto, segundo o qual o candidato do PSD teria insultado o candidato do PS. "Não insultei ninguém. Aquilo que disse foi que o candidato do PS está convencido de que ganha as eleições, não pelas propostas que tem, não pelas qualidades que tem, mas exclusivamente porque acha que os matosinhenses votam no PS mesmo que o PS tenha um paralelepípedo à frente", explicou. "Não chamei paralelepípedo a ninguém, não insultei ninguém", acrescentou, satisfeito por ver crescer o apoio em torno da sua candidatura. "Os matosinhenses perceberam que a única alternativa somos nós", concluiu. v