Legislativas 2011

Louçã acusa PS de ir a eleições a 'esconder' aumento de impostos

Louçã acusa PS de ir a eleições a 'esconder' aumento de impostos

Francisco Louçã tinha uma explicação clara para as razões pelas quais estava em Braga: "O Bloco está em Braga pois aqui estão as raízes populares, a determinação e a experiência que tem de ter toda a esquerda". E enfatizou: "Aqui em Braga está a esquerda que é precisa para o país todo". A principal mensagem foi contestar o voto útil e "perdido" para o PS.

Assim, defendeu uma esquerda necessária para combater a "mentira e a ocultação de Sócrates sobre a descida da TSU que levará a um aumento de impostos".

O líder do BE voltou a abordar a questão da Segurança Social e a redução da TSU negociada com a troika. Disse que só agora se divulgou a carta assinada por Teixeira dos Santos onde existe um segundo memorando .

"E percebe-se as razões que levaram Sócrates a querer esconder o seu conteúdo pois nele se confirma que o executivo assinou uma grande redução da TSU, ou seja da contribuição patronal. Ou seja, o trabalhador vai perder o que era seu em matéria de Segurança Social e ainda vai pagar mais impostos",denunciou o líder bloquista.

Já o cabeça de lista do BE por Braga, Pedro Soares, começou a sua intervenção também com outra denúncia. A das verdadeiras " procissões de ministros a inaugurarem as mais diferentes coisas. Ou, na falta de obras a 'inaugurarem' promessas. "É como se cada ministro do PS tivesse um bocadinho de Alberto João Jardim dentro de si", ironizou o actual deputado.

Como grau zero desta "vergonha" lembrou que o ministro da Agricultura e cabeça de lista do PS por Santarém vai inaugurar naquela cidade a Feira da Agricultura, precisamente no sábado dia de reflexão.

Já o eurodeputado Miguel Portas, que também veio participar na campanha bloquista, fez questão de ir directamente ao assunto dizendo que o BE é um partido sensato que quer "renegociar a dívida já , pois cada dia que passa será pior para os portugueses".

Lembrou que só a Letónia e a Lituânia são na Europa países mais desiguais do que Portugal.

Lembrou que nestas eleições existe de facto um programa que é o da troika e que foi assinado por PS, PSD e CDS. Neste programa , diz Miguel Portas, que só para 2011 há quase 200 medidas para serem tomadas.

O eurodeputado aproveitou estar no distrito com mais jovens para lembrar que 30 % destes serão afectados pelo desemprego.

Na recta final da campanha Miguel Portas voltou a reforçar as críticas ao PS numa altura em que as sondagens parecem denunciar alguma fuga de voto útil para o PS. Portas frisou mesmo que o PS é uma "passadeira para o PSD", e que votar nos socialistas é assegurar que os três partidos da troika estarão sempre no executivo sair de 5 de Junho.

O eurodeputado reafirmou que "ninguém deve votar contra os seus interesses". Em seu entender "Portugal não vai sequer ter um primeiro-ministro, mas sim alguém que vai a Bruxelas a despacho com os credores".

Fernando Coelho mandatário do distrito de Braga foi o primeiro a falar para dizer que está com o BE por "acreditar que existem outras soluções diferentes das que a troika nos quer impor". Disse acreditar que os deputados do BE serão "os únicos a defender os valores de esquerda."